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Blatter dá 9,25 para Copa do Brasil, 0,25 a mais que nota da África do Sul

14 de Jul / 2014 às 18h33 | Esporte

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, evitou comparações entre a Copa do Mundo do Brasil e edições anteriores do evento, mas afirmou que as próximas terão muita dificuldade para superar o Mundial de 2014, pela qualidade do futebol apresentado. Questionado sobre a nota que daria à Copa no Brasil, depois de ter dado 9 à da África do Sul, Blatter brincou e atribuiu 9,25 ao evento, porque "não existe perfeição". "Foi uma Copa muito especial, e o que fez esta Copa tão especial foi a qualidade do futebol e a intensidade dos jogos", disse o presidente da Fifa. Ele destacou o fato de ter havido poucas lesões de atletas e times jogando ofensivamente desde a primeira fase.  "Não se pode comparar esta Copa a qualquer outra. Cada uma tem a sua própria história, mas posso dizer que esta foi excepcional."

Como grandes momentos do Mundial, Blatter apontou o jogo de abertura (Brasil e Croácia, no Itaquerão, em São Paulo), no qual disse "ter sentido que algo mudaria no país", e a goleada da Holanda sobre a Espanha (na Arena Fonte Nova, em Salvador) na estreia das duas seleções. "Quando vi o jogo em que o campeão do mundo defendia o título contra a Holanda, eu sabia que algo muito especial estava acontecendo nesta Copa do Mundo", afirmou o presidente, que agradeceu ao povo brasileiro pelo modo como acolheu o evento.

Blatter considerou normal o fato de ter sido vaiado quando sua imagem aparecia nos telões dos estádios e disse que também foi aplaudido: "Você tem que viver com isso", disse ele. O presidente da Fifa manifestou insatisfação quanto ao combate ao racismo em eventos esportivos desse porte e afirmou que se trata de um ponto que precisará ser melhorado na Copa de 2018, na Rússia. "Não estou totalmente feliz." Perguntado sobre as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro a respeito da venda irregular de ingressos para jogos da Copa, Blatter disse que é preciso apresentar provas e evidências antes de falar em corrupção, mas que, "sobre algo estar errado nos ingressos", a Fifa podia se posicionar.

Blatter passou, então, a palavra ao secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke,, segundo o qual todos os ingressos vendidos pela Fifa respeitaram os preços predefinidos. Para ele, os 3 milhões de ingressos que vão para as empresas que vendem os pacotes de hospitalidade é que precisam ser controlados. "Não se pode dizer que a Fifa não está lutando contra esse sistema ilegal. Pessoas foram presas na África do Sul, assim como no Brasil. Sempre oferecemos todo o nosso apoio às autoridades."

Dilma destaca superação de desafios e pessimismo na organização da Copa

 

A presidenta Dilma Rousseff voltou a comemorar os resultados obtidos com a Copa do Mundo no Brasil, que terminou ontem (13) com a vitória da Alemanha sobre a Argentina. Para ela, o país superou o desafio de organizar o evento.

“Nós todos nos empenhamos para assegurar que a Copa do Mundo trouxesse, não só a oportunidade de sediar o mais importante evento de futebol do planeta, como também queríamos demonstrar, naquela circunstância, quando a Copa começou, que o Brasil estava capacitado e tinha todas as condições de assegurar infraestrutura, segurança, telecomunicações, tratamento adequado às seleções”, lembrou a presidenta.

Dilma criticou os prognósticos pessimistas que foram feitos sobre a Copa, dentre os quais a palavra de ordem "Não Vai Ter Copa" e a expectativa de que os estádios, aeroportos e outras obras de infraestrutura não ficariam prontos. “Nós derrotamos, sem dúvida, essa previsão pessimista, e realizamos, com a imensa e maravilhosa contribuição do povo brasileiro,a Copa das Copas.”

Ela fez as declarações ao participar de entrevista coletiva de imprensa, ao lado de 16 ministros, entre os quais Aldo Rebelo, do Esporte, José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Aloizio Mercadante, da Casa Civil. Ao lembrar o desafio que foi organizar a Copa, Dilma citou mensagens recebidas de líderes religiosos, como o papa Francisco, que desejou que o país organizasse uma Copa de paz, e ressaltou o fato de o Mundial ter propagado o combate ao racismo, que requer uma luta sistemática.

Tomaz Silva/Agência Brasil

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