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FALTA DE ANIMAIS LEVA FRIGORÍFICO A SUSPENDER TEMPORARIAMENTE ABATE DE CAPRINOS E OVINOS EM JUAZEIRO

24 de Oct / 2013 às 10h00 | Variadas

O abatedouro frigorífico Lamm suspendeu temporariamente o abate de caprinos e ovinos, em Juazeiro. A falta de pasto, devido à longa estiagem no semiárido baiano, não tem deixado os animais com peso ideal para abate. Nesse período, apenas criadores que suplementam a alimentação de seus rebanhos conseguem atender a pequenas escalas.

A preferência do frigorífico é por animais caprinos com peso de carcaça entre 11 e 15 quilos e ovinos com peso entre 13 e 20 quilos. “Atualmente, nossos criadores têm muitas fêmeas de descarte ou machos com baixo peso e sem acabamento de carcaça, além de animais velhos que são rejeitados pelos consumidores dos grandes centros urbanos”, aponta o gestor do Lamm, Marcos Malta. A maior parte da produção do frigorífico vai para grandes distribuidoras de São Paulo e de capitais do Nordeste, clientes que exigem cortes especiais e carne macia.

Outro fator apontado pelo frigorífico para a queda na oferta de animais é a propensão ao abate clandestino na região. “O risco sanitário do abate clandestino não compensa a prática ilegal. Trabalhamos com um preço competitivo pelo abate dos animais com toda segurança para o criador e para o consumidor”, alerta Malta. O produtor recebe R$ 12 pelo quilo de caprino; R$ 12,50 pelo ovino e R$ 13,75 pelo ovino Dorper (meio sangue com carcaça de 13 a 20Kg).

Para atender à demanda crescente de carnes caprina e ovina no país, a empresa, que é inspecionada pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal), precisaria de 300 caprinos e 150 ovinos por semana. A capacidade total de operação absorve o abate de 3 mil e 300 cabeças por mês. O último abate realizado foi no começo do mês, em 7 de outubro.

Nesta sexta-feira, 25, haverá uma reunião no Lamm, localizado no distrito industrial, entre representantes da empresa e do Bioma Caatinga (Programa de Inclusão Produtiva da Ovinocaprinocultura do Semiárido da Bahia) para discutir como o programa pode auxiliar nessa questão, já que mantém 40 Agentes de Desenvolvimento Rural Sustentável (ADRS) orientando 1200 produtores em comunidades de Juazeiro, Remanso, Casa Nova, Curaçá e Uauá.

Por Juliana Souza BIOMA CAATINGA

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