RedeGN - Imprimir Matéria

Estudantes da Univasf e Movimentos Sociais se unem em protesto contra a impunidade e a violência contra a mulher

22 de Feb / 2013 às 14h30 | Variadas

 

Há poucos dias, a comunidade petrolinense vivenciou mais um caso de covardia e violência contra as mulheres. No dia primeiro de fevereiro, a professora de enfermagem da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Amanda Figueiroa, foi brutalmente agredida pelo seu ex-namorado em sua própria casa, na presença da sua filha de apenas seis anos, precisando ser socorrida de imediato. Num ato de coragem, Amanda não só denunciou seu antigo parceiro como também revelou a toda à sociedade o ocorrido, mostrando que agressões nunca devem ser silenciadas, mas combatidas fervorosamente.

A grande maioria das mulheres que sofrem agressões não consegue pedir ajuda, seja por medo, vergonha, ou, até mesmo, falta de informação. Por esse motivo, a atitude da professora universitária precisa ser vista como exemplo para todas. Tendo como princípio a defesa dos direitos da mulher, o Movimento das Mulheres do Sertão elaborou, no dia 21 de fevereiro deste ano, uma carta de apoio à docente e denúncia à sociedade, que foi assinada por várias organizações políticas e movimentos sociais da região, como a Marcha Mundial da Mulheres (MMM), Levante Popular da Juventude (LPJ), Diretório Central dos Estudantes da Univasf (DCE), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), Colegiado do curso de Ciências Farmacêuticas da Univasf, Centro Acadêmico de Ciências Farmacêuticas da Univasf, Colegiado do curso de Enfermagem da Univasf, Diretório Acadêmico de Medicina da Univasf, Associação de Mulheres Rendeiras do Bairro José e Maria, União da Juventude Socialista (UJS) e Reitoria da Univasf.

Além da carta, os estudantes realizaram uma ato no campus da Univasf Petrolina, com a presença de estudantes, professores, simpatizantes e integrantes de todas organizações envolvidas, a fim de mostrar à comunidade acadêmica que, assim como Amanda, várias mulheres são agredidas e assassinadas todos os dias, não só no Vale do São Francisco, mas em todo o mundo, como é o caso de Clésia Maria Batista do Nascimento, de 26 anos, cujo corpo foi encontrado na fossa da sua própria residência há três dias, no bairro Mandacaru, em Petrolina. A manifestação, que ocorreu ontem, às 14h, teve concentração na frente da biblioteca e seguiu até o pavilhão de aulas, utilizando batucadas, teatro e, sobretudo, integração entre diversos segmentos da sociedade para alertar que essas vidas não podem ser esquecidas e, muito menos, os agressores saírem impunes.

Movimento das Mulheres do Sertão - Núcleo MMM

© Copyright RedeGN. 2009 - 2021. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do autor.