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DELEGADO REGIONAL MANIFESTA-SE A RESPEITO DE EPISÓDIO ENVOLVENDO COMUNITÁRIO E ESCRIVÃO DE POLÍCIA NO COMPLEXO POLICIAL DE JUAZEIRO

29 de Nov / 2012 às 17h00 | Política

Caro Geraldo José,

Tendo chegado ao meu conhecimento, através dos seus leitores e colaboradores, que o fato ocorrido na Delegacia de Polícia de Juazeiro envolvendo o Sr. Jorge Lopes e o Escrivão de Polícia Luciano, está postado neste blog e, por sua vez, tem gerado ampla discussão entre os seus participantes, sinto-me incumbido do dever funcional, vez que estou gestor da 17a COORPIN-Juazeiro, de prestar o devido esclarecimento das circunstâncias que o acercam.

1) Quanto a alegada demora no atendimento:

Como é do conhecimento de toda a sociedade Juazeirense, o Complexo Policial de Juazeiro, após mais de vinte anos de existência passa por uma completa reforma estrutural. Note-se que esta era uma luta antiga que tinha como finalidade oferecer melhores condições de atendimento aos cidadãos de juazeiro e região e trazer maior dignidade aos servidores aqui lotados. Hoje a reforma é uma realidade e, sem dúvida alguma, trará inúmeros benefícios a todos que se dirijam àquela Delegacia de Polícia em busca da tutela estatal na solução dos problemas de natureza criminal. Todavia, toda obra resulta em contratempos e atrasos indesejáveis a quem pretende vê-las concluída. O nosso prédio não fugiu à regra. Por diversos dias estivemos com toda a área administrativa funcionando de forma precária, inclusive com o fechamento de várias salas onde funcionam as delegacias e cartórios. Porém, mesmo com o trabalho dos pedreiros em plena atividade, nossos servidores permaneceram desenvolvendo suas atividades (fato presenciado por todos que estiveram na DP). Todavia, apesar do empenho houve um acúmulo de expedientes e, por conseguinte, atraso em alguns deles. Por certo, o pedido do Sr. Jorge Lopes figurava dentre estes. Com a entrega de algumas salas, a deficiência foi regularizada.

2) Quanto a alegada omissão na entrega da estatística solicitada.

O servidor público é regido por normas que regulamentam a sua atividade e subordinado a uma hierarquia institucional. Diante disso informamos que há determinação expressa do Departamento de Polícia do Interior ao qual somos subordinados, alertando que o CEDEP, órgão responsável pelo gerenciamento dos dados estatísticos da Secretaria de Segurança Pública, é o competente para repassar, todas as informações referentes à estatística policial. Ora, sou servidor público há vinte e cinco anos e jamais sofri qualquer reprimenda nas instituições por onde passei (PM e PC) pois sempre procurei cumpri as normas às quais estou submetido, assim, não seria agora, aproximando-me do ocaso da minha vida profissional que iria infringir tais normas. Ademais, qualquer órgão ou entidade que tenha interesse em tais informações, basta entrar em contato com o CEDEP e fazer o pedido. Assim, discordo veementemente das alegações do Sr. Jorge Lopes quando menciona, de forma leviana, que há falta de transparência e omissão dos dados.

Cumpre-me ressaltar que a cidade de Juazeiro, dentre os municípios da Bahia de porte assemelhado é a que se encontra em melhor posição considerando-se os índices de violência. Nossos números são menores que Feira de Santana, Itabuna, Vitória da Conquista, Ilhéus, Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Eunápolis. Ora, posso estar equivocado, mas até que me provem o contrário isso é motivo mais que suficiente para difundir amplamente em todos os vetores da mídia tal situação, e não, omiti-los, escondê-los, torná-los sem transparência como pretenderam, de forma equivocada, informar a população.

3) Quanto ao alegado abuso praticado pelo escrivão:

Desde a minha posse como Coordenador Regional da 17ª COORPIN Juazeiro, tenho procurando pautar a conduta da polícia civil dentro do respeito às garantias individuais preconizadas na Constituição Federal. O próprio Sr. Jorge Lopes já esteve algumas vezes na Delegacia de Polícia de Juazeiro e posso assegurar que teve sempre o tratamento respeitoso, aliás tratamento este que deve ser dispensado a qualquer cidadão indistintamente.

Porém, quando fui procurado pelo noticiante e informado sobre o que ocorrera no interior da Delegacia, de imediato designei uma Delegada de Polícia para apurar formalmente as denúncias. Além disso, estive com o Escrivão de Polícia e ao indagá-lo sobre o ocorrido o mesmo informou que ao dizer para o Sr. Jorge que os dados estatísticos deveriam ser passadas pelo órgão de Salvador o mesmo teria retrucado, de imediato, alegando que “se fossem com ..............(outro gestor)..... já teria conseguido tais informações e que as coisas eram mais fáceis para ele”. Nesse momento, o escrivão Luciano alega que apesar de considerar a frase do Sr. Jorge um desrespeito à instituição e aos servidores que a representam, limitou-se a dizer que “estava apenas cumprindo uma ordem que lhe fora passada” e “que os gestores não são todos iguais”.

De qualquer sorte, certifico mais uma vez que o fato está sendo apurado e, muito em breve o procedimento será concluído e remetido à Corregedoria de Polícia para avaliação e decisão.

Da mesma forma, havendo indícios de crime cometido contra a instituição o procedimento apuratório será instaurado, concluído e remetido à autoridade competente para julgá-lo.

Um processo para ser justo, democrático, necessariamente deve dar oportunidade de ampla defesa às partes neles envolvidas. Devemos aprender com os erros do passado e não repeti-los no presente. Respeito, Democracia e Justiça são direitos de todos os cidadãos brasileiros.

Na persecução destes direitos e da TRANSPARÊNCIA é que agradecemos pelo espaço cedido neste respeitado espaço.

Fábio Antonio Cândido - 17a COORPIN-Juazeiro

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