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LÍDER COMUNITÁRIO JORGE LOPES DO COMITÊ DA PAZ É HUMILHADO E POSTO PARA FORA DE SALA NO COMPLEXO POLICIAL DE JUAZEIRO

26 de Nov / 2012 às 09h00 | Espaço do Leitor

Dia 12 de novembro me dirigi ao Complexo Policial de Juazeiro de posse de ofício do Comitê da Paz solicitando daquela instituição os dados Estatísticos dos Homicídios em 2011/2012 quando voltei para saber do despacho do mesmo numa sexta-feira, 16, após feriado e a pessoa responsável para prestar informação não se encontrava que era o policial Luciano. Na segunda-feira, 19, já passados oito dias da expedição do documento retornei e me dirigi a sala do Policial e perguntei se já havia resposta a despeito do supracitado oficio, então ele me respondeu que não. Foi quando eu falei na gestão de Dr. Charles Leão explicando que eu já teria recebido as informações que o Comitê da Paz solicitara. Com isso o Policial Luciano se encheu de ira e cólera, e foi aí que ele não gostou e disse que eu procurasse meus direitos e ainda debochou de mim dizendo que se eu quisesse eu fosse dar plantão na porta do complexo para poder receber esse documento.

No dia seguinte eu voltei e não mais o procurei por que eu vi que ele não tinha interesse em fornecer os dados estatísticos de interesse da sociedade. Pelo fato do Delegado regional não se encontrar procurei o Dr. Flavio Martins que com sua educação que lhe é peculiar me recebeu muito bem e me disse que eu viesse no dia seguinte que iria pedir pra Luciano fazer o documento, então depois voltei e encontrei com ele e ele mandou que eu fosse falar com Luciano, e este por sua vez mandou que eu fosse falar com Dr. Flavio que se encontrava no IML, então encontrei o mesmo no IML e ele por sua vez entrou em contato com o Luciano via celular e pediu que eu voltasse novamente no dia seguinte.

Na quarta-feira, quando eu cheguei ele me disse que só me atenderia a ordem do chefe dele , isto tudo depois de ter passado 10 dias me fazendo de bobo e de bola de lá pra cá, então eu disse que tinha vindo para uma decisão ou dar ou não, pois estavam me fazendo de besta, pedi a ele dentro da maior educação que ele entrasse em contato com o seu chefe para poder me dar uma resposta ou sim ou não. Ele me respondeu e me disse que não mandava no chefe dele eu então falei que era uma humilhação o que eu estava passando. Passei por tudo isso calado, pois sou uma pessoa educada e prego uma cultura de paz. Ele se enfureceu e me disse “agora é que você vai ser humilhado. Prá fora!” e me botou para fora da sala dele com a maior estupidez e bateu aporta na minha cara. Eu com medo de ele me bater por causa da fama dele, sai.

Quando eu fui falar com ele, fui com a maior paciência do mundo, pois eu já sabia que circulam vários rumores em Juazeiro de que ele é famigerado como pessoa estúpida, ignorante, temperamental, violento. A gente vai resolver os problemas da sociedade e acaba encontrando violência dentro do próprio complexo policial.  Ele não bateu a porta só na minha cara, mas também de toda a diretoria do Comitê da Paz e de toda a sociedade juazeirense.

O Comitê da Paz tem história, lutou contra o grupo do extermínio em 2002 e 2003 quando fizemos passeatas, lutamos pela reforma do complexo policial que hoje é realidade, lutamos por mais viaturas, por equipamentos modernos no corpo de bombeiros, fizemos varias passeatas contra as drogas. Fomos a Salvador com 48 lideranças comunitárias e encaminhamos ofícios às autoridades solicitando segurança publica com justiça.

Já fui presidente do bairro alto do cruzeiro e recebi homenagens da Câmara pelo meu trabalho. O Comitê também já ganhou moção aplausos da Câmara de Vereadores. O Comitê da paz sempre tomou para si as dores da sociedade. O policial Luciano não tem preparo psicológico e nem emocional para assumir o cargo que ora ocupa, é uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Afinal por que não nos forneceram os dados estatísticos?

Omitir os dados a favor de quem? É a serviço de quem?

Por que falta tanta transparência no serviço público?

Qual a linha e o meandro que eles defendem?

Transparência já.

Jorge Lopes - Presidente do Comitê da Paz

 

AGENTE POLICIAL CONTESTA ACUSAÇÕES DE COMUNITÁRIO

 

Tenho 14 anos de Polícia Civil e com certeza milhares de trabalhos prestado nesta grande Instituição, quanto ao senhor Jorge Lopes tenho a dizer que nunca o destratei apenas lhe disse que não tinha como lhe atender de imediato, pois tenho superiores hierárquicos.

Quanto a minha vida policial posso garantir e quem me conhece sabe que eu não sou famigerado, nem policial truculento e muito menos violento e não tenho culpa se o senhor Jorge Lopes está passando por um problema de ordem pessoal ou sei lá o que, porém as portas do Complexo Policial sempre estarão abertas para ele ou para qualquer cidadão que precise, porém ordens são para serem cumpridas e gestões não são todas iguais. Eu nunca humilhei esse cidadão e nem a outro qualquer que tenha me procurado, tenho princípios familiares e tenho certeza que ele está equivocado nas suas declarações.

Luciano Oliveira de Siqueira

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