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Durante a greve, 59 morrem com bala na cabeça

12 de Feb / 2012 às 15h00 | Policial

Decretada em assembléia da noite de 31 de janeiro, a greve da Polícia Militar da Bahia produziu estatísticas macabras. Entre 1o de fevereiro, data em que os PMs cruzaram os braços, e a manhã deste sábado, dia em que decidiram voltar ao ao trabalho, foram assassinadas em Salvador 167 pessoas. Os repórteres Rogério Pagnan, Fábio Guibu e Graciliano Rocha deram-se ao trabalho de mergulhar nos ‘boletins de ocorrência’ do Departamento de Homicídios da Polícia Civil baiana. Manusearam documentos lavrados entre 31 de janeiro e 9 de fevereiro. O resultado da análise foi levado às páginas da Folha. No período pesquisado, os cadáveres eram contados em 109. Excluindo-se seis pessoas passadas na faca, duas linchadas e uma carbonizada, chega-se ao numero de assassinados a bala: 100. A maioria dos corpos, 59, desceu à cova com perfurações de tiro na cabeça. Coisa típica de execução. (Política Livre)

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