Projua na Educação: Juá Literária escreve seu capítulo mais bonito e encerra segunda edição com mais de 140 mil visitantes e mais de R$ 7 milhões movimentados na economia

26 de Jul / 2026 às 13h00 | Variadas

Alguns livros terminam na última página. Outros permanecem abertos dentro de quem os leu.

Assim foi a segunda edição do Juá Literária. Depois de seis dias em que Juazeiro respirou literatura, música, arte e encontros, o festival chegou ao fim neste sábado (25), deixando um legado que pode ser percebido tanto nas memórias construídas quanto nos resultados alcançados: mais de 140 mil pessoas passaram pelos espaços do evento e a iniciativa movimentou mais de R$ 7 milhões na economia local, consolidando-se como um dos maiores festivais literários do Brasil e um dos maiores do Nordeste em público.

Realizada pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação (SEDUC), o Juá Literária fez da cidade um grande território de histórias. A Orla 2 do Rio São Francisco se transformou em cenários onde crianças descobriram o encanto dos livros, estudantes lançaram suas próprias obras, escritores encontraram leitores, artistas dividiram o palco com o público e milhares de pessoas redescobriram o prazer de ocupar a cidade pela cultura. Ao longo da semana, a programação reuniu mesas literárias, oficinas, lançamentos de livros, contações de histórias, apresentações teatrais, debates, atividades formativas, espaços dedicados à infância, atrações musicais e encontros entre autores de diferentes gerações, reafirmando que a literatura dialoga com todas as formas de expressão artística e com todas as idades.

A pluralidade do Juá Literária também esteve refletida nos nomes que passaram por seus palcos e mesas de diálogo. Ao longo dos seis dias, o festival reuniu grandes referências da literatura, da música, do jornalismo e da educação, aproximando o público juazeirense de artistas e intelectuais de projeção nacional, como Adriana Calcanhotto, Oswaldo Montenegro, Marcelo Jeneci, Teatro Mágico, Flaira Ferro, Josyara, Juliana Linhares, Alexandre Leão, Daniel Munduruku, Bob Fernandes, Emiliano José, Aline Bei, Bárbara Carine, Ricardo Ishmael, Rodrigo França e Fátima Freire Dowbor. Ao mesmo tempo, reafirmou seu compromisso com a valorização da produção regional e local, abrindo espaço para escritores, poetas, músicos, pesquisadores e artistas do Vale do São Francisco, em um encontro que mostrou que a cultura se fortalece quando diferentes vozes compartilham o mesmo palco.

O último dia do festival foi a síntese dessa proposta. Pela manhã e à tarde, clubes de leitura, debates sobre educação, saúde emocional dos professores, literatura popular e lançamentos de livros movimentaram o Teatro do Centro de Cultura João Gilberto, o Cais da Palavra, o Palco FLIJUÁ, a Carreta Literária, as Embarcações de Poesias, o espaço Juazinha e outros ambientes que receberam atividades simultaneamente.

Quando a noite caiu sobre a Orla II, a literatura encontrou novamente a música. Renato Braz abriu a programação, seguido por Oswaldo Montenegro, que emocionou o público em um espetáculo marcado por poesia e canções que atravessam gerações. Encerrando o festival, Jéssica Caitano levou ao palco a força da palavra falada, celebrando a oralidade, a identidade nordestina e o poder transformador da arte.

Mais do que reunir grandes nomes da literatura e da música brasileira, o Juá Literária reafirmou o protagonismo da educação pública e da produção cultural local. Estudantes ocuparam palcos como autores, artistas e mediadores de conhecimento; educadores compartilharam experiências; escritores do Vale do São Francisco dividiram espaço com nomes reconhecidos nacionalmente; famílias inteiras caminharam entre livros, espetáculos e apresentações, construindo uma experiência coletiva que fortaleceu o vínculo entre cultura, educação e pertencimento.

Entre os milhares de visitantes que passaram pelo Juá Literária, muitos conheceram o festival pela primeira vez e levaram consigo a certeza de que Juazeiro viveu um momento histórico para a cultura. Foi o caso de Morgana Tenório, que visitou o evento e se encantou com a diversidade da programação, a ocupação dos espaços públicos e a forma como a literatura aproximou pessoas de todas as idades.
“Eu vim conhecer o Juá Literária e saio daqui encantada. É emocionante ver uma cidade inteira abraçando a literatura dessa forma. Em cada espaço há uma programação diferente, pessoas de todas as idades participando, artistas incríveis e um clima de acolhimento que faz a gente querer ficar. Mais do que um festival, o Juá Literária é uma experiência que aproxima as pessoas da cultura e mostra a força que a educação e a arte têm para transformar vidas. Já quero voltar na próxima edição”, afirmou Morgana Tenório.

Os resultados também se refletiram na economia. Hotéis, bares, restaurantes, ambulantes, artesãos, livrarias, motoristas por aplicativo e diversos segmentos foram beneficiados pelo intenso fluxo de visitantes, fazendo da cultura um importante vetor de desenvolvimento econômico para Juazeiro.

O Festival Juá Literária integra o Programa Juazeiro Avança (PROJUA) e faz parte das comemorações pelos 148 anos de Juazeiro. Nesta edição, o evento homenageou 54 artistas juazeirenses, celebrando aqueles que, com suas palavras que navegam pelo tempo, preservam memórias, fortalecem a identidade cultural do município e inspiram gerações por meio da literatura e da arte.

Diana Silva/Ascom PMJ

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