Anuário da Segurança: Juazeiro diminui em 26,8% a taxa de mortes violentas e registra maior redução do ranking nacional

24 de Jul / 2026 às 17h00 | Variadas

Juazeiro reduziu em 26,8% sua taxa de mortes violentas intencionais entre 2024 e 2025, o maior recuo registrado entre as cidades que aparecem nos dois últimos rankings do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O índice do município passou de 76,2 para 55,8 mortes por 100 mil habitantes, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira.

A queda levou a cidade da terceira para a décima posição entre os municípios brasileiros com as maiores taxas de violência letal. Nenhuma outra cidade da lista teve redução equivalente. Jequié caiu 13,2%, Cabo de Santo Agostinho 11,1%, Simões Filho 4,7% e Caucaia 3%. Na direção oposta, Maracanaú subiu 17,8% e Maranguape 25,7%, esta última assumindo a liderança do ranking com 100,3 mortes por 100 mil habitantes.

A categoria "mortes violentas intencionais" reúne homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial. É o indicador que o Fórum usa para comparar municípios com população igual ou superior a 100 mil habitantes, justamente por evitar distorções provocadas por diferenças de classificação entre as polícias estaduais.

A queda de Juazeiro é mais acentuada que a média nacional e que a do estado. No país, a taxa recuou de 20,8 para 19,1 mortes por 100 mil habitantes, variação de 8,2%. Na Bahia, passou de 40,7 para 36,8, redução de 9,6%, com 5.473 vítimas em 2025 contra 6.047 no ano anterior. O recuo do município é, portanto, cerca de três vezes o observado no conjunto do estado.

Em 2024, o anuário havia contabilizado 194 mortes violentas intencionais em Juazeiro, das quais 42 decorreram de intervenção policial, o equivalente a 21,6% do total. Na edição atual, o município não aparece entre os dez com maiores taxas de letalidade policial, cujo piso é de 17,2 mortes por 100 mil habitantes.

Ouvida, a gestão municipal atribui o resultado a um conjunto de ações executadas nos últimos anos. A principal delas é a aplicação do conceito de urbanismo social, com investimento em pavimentação e iluminação pública nos bairros e comunidades que concentravam as maiores taxas de crimes violentos. A premissa é a de que a requalificação do espaço urbano reduz as condições que favorecem a ocorrência de crimes, linha adotada em experiências como as de Medellín, na Colômbia, e de Recife.

"Precisamos ressaltar a integração das ações de segurança entre as polícias Civil, Militar e Federal e a Guarda Municipal, além do investimento em equipamentos e treinamento para a corporação municipal. Outra frente é a construção do Plano Municipal de Segurança, elaborado com a participação de Alberto Kopittke, referência na área na América Latina", disse o prefeito Andrei Gonçalves, vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos.

Publicado desde 2007, o anuário reúne registros das secretarias estaduais de segurança pública e de defesa social, do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro e das polícias civis de diferentes unidades da federação, com denominadores populacionais das projeções do IBGE. É a principal referência nacional para comparação de estatísticas criminais entre estados e municípios.

Ascom Prefeito Andrei Gonçalves

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