Polícia Federal faz buscas por armas e munição na casa de Bolsonaro. Defesa diz que nada foi encontrado

08 de Jul / 2026 às 10h34 | Variadas

A Polícia Federal (PF) fez buscas na manhã desta quarta-feira (8) por armas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo informou a defesa dele.

O mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro, mas, ainda segundo os advogados, nada foi encontrado.

A informação foi confirmada pela Polícia Federal minutos depois, mas os investigadores não deram detalhes.

A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que apontou divergências entre as armas entregues e as registradas em nome do ex-presidente (entenda mais abaixo).

Segundo interlocutores da PF, as buscas na casa do ex-presidente, que fica no Jardim Botânico, em Brasília, foram rápidas e levaram menos de uma hora.

Já de acordo com documento protocolado no STF, as buscas duraram algo em torno de uma hora e meia. O documento confirma também que nenhum armamento foi encontrado no local.

Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes inicialmente por 90 dias, e, posteriormente, prorrogada. A prisão domiciliar foi autorizada para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.

Decisão de Moraes-Segundo o ministro Alexandre de Moraes, as informações desencontradas quanto ao número de armas em nome do ex-presidente motivaram as buscas.

"Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado", afirmou Moraes.
O ministro destacou ainda que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é uma situação incompatível com a medida de prisão domiciliar.

"A permanência de armas de fogo em poder do executado, quando já determinada sua entrega integral, revela situação incompatível com a ordem judicial anteriormente proferida e justifica a adoção de medida constritiva destinada exclusivamente à localização e apreensão de armamentos remanescentes", prossegue.

Nesse sentido, Moraes reforçou a ação de busca e apreensão como algo "imprescindível", "a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo".

O ministro acrescentou que o objetivo da medida foi o de "afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado".


 

G1 e UOL

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