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Nesta segunda-feira (6), o chefe da Divisão de Gestão do Cuidado do HU-Univasf, Fabrício Olinda declarou que "infelizmente o Hospital diariamente tem como realidade a superlotação.
Fabricio reafirmou que uma das principais medidas lançadas para enfrentar superlotação, será a implantação, a partir de agosto, do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD)
O cenário de superlotação do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), em Petrolina, continua preocupante. Semana passa a REDEGN-Veja AQUI-destacou que Hospital Universitário-Univasf e Secretaria de Saúde de Petrolina alinham estratégias para otimizar fluxo de pacientes e reduzir superlotação.
Durante entrevista ao programa Nossa Voz/Rádio Grande Rio Fm desta segunda-feira (6), o chefe da Divisão de Gestão do Cuidado da unidade, Fabrício Olinda, revelou que o hospital opera atualmente com 165% de taxa de ocupação, realidade que resulta em mais de 80 pacientes acomodados nos corredores, enquanto aguardam leitos.
Segundo o gestor, a situação é ainda mais crítica na sala de emergência. No momento da entrevista, o setor contava com 15 pacientes, sendo oito em ventilação mecânica, embora a estrutura tenha capacidade para apenas seis pacientes utilizando esse suporte.
“Infelizmente, essa é a fotografia do dia. Nós convivemos diariamente com essa realidade de superlotação, buscando alternativas para garantir uma assistência segura aos pacientes”, afirmou.
Fabrício destacou que a pressão sobre a unidade não é recente. De acordo com ele, o número de leitos permanece praticamente o mesmo desde 2008, apesar do crescimento da população e da ampliação da área de abrangência do hospital, que atende pacientes de mais de 50 municípios de Pernambuco, Bahia e Piauí.
Como uma das principais medidas para enfrentar a superlotação, o Hospital Universitário implantará, a partir de agosto, um Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) voltado para pacientes que já apresentam condições de deixar o ambiente hospitalar, mas ainda necessitam de acompanhamento especializado.
A proposta é permitir uma alta hospitalar segura, com continuidade do tratamento na residência do paciente, realizada por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais.
Entre os pacientes que poderão ser beneficiados estão aqueles que necessitam apenas de antibioticoterapia venosa, como casos de osteomielite, tratamento que, muitas vezes, mantém o paciente internado por até seis meses.
Outro público contemplado será o de pacientes que aguardam cirurgias em outras unidades da rede regional. Enquanto esperam a realização do procedimento, eles poderão permanecer em casa, recebendo assistência da equipe do HU, retornando ao hospital de destino apenas na data programada para a cirurgia.
Segundo Fabrício Olinda, o projeto vem sendo estruturado há cerca de um ano e, atualmente, passa pela fase de organização logística, aquisição de equipamentos, definição de protocolos e capacitação das equipes.
A expectativa é que o serviço comece a funcionar gradualmente a partir de agosto, ampliando sua capacidade de atendimento ao longo do segundo semestre.
Para chefe da Divisão de Gestão do Cuidado do HU-Univasf, a iniciativa representa uma estratégia importante para aumentar o giro de leitos, reduzir o tempo de permanência dos pacientes internados e minimizar os impactos da superlotação, problema que há anos desafia a assistência prestada pelo Hospital Universitário de Petrolina.
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