CBHSF fortalece articulação para criação do Geoparque São Francisco durante encontro estratégico em Paulo Afonso

05 de Jul / 2026 às 08h00 | Variadas

A construção de um território mais sustentável, capaz de aliar conservação ambiental, valorização do patrimônio natural e cultural e geração de oportunidades para as comunidades locais, deu mais um importante passo  durante a Reunião Estratégica sobre Geoparques e Desenvolvimento Territorial Sustentável na Bacia do Rio São Francisco, promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), em Paulo Afonso (BA).

O encontro reuniu representantes do poder público, universidades, instituições de pesquisa, órgãos ambientais e lideranças comunitárias para fortalecer a articulação em torno da construção da proposta do futuro Geoparque São Francisco.

O evento contou com representantes dos municípios de Paulo Afonso (BA), Glória (BA), Rodelas (BA), Piranhas (AL), Petrolândia (PE) e Jatobá (PE), além de integrantes do ICMBio, Codevasf, Embasa, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade de Pernambuco (UPE), gestores públicos, pesquisadores, arqueólogos, biólogos, engenheiros, turismólogos, guias de turismo, estudantes, agricultores familiares, representantes de comunidades indígenas e quilombolas e demais instituições parceiras, além de membros da Câmara Consultiva Regional (CCR) do Submédio São Francisco, como o coordenador, Elias Silva, o secretário, Wilson Simonal, Rosa Cecília, secretária executiva da CBHSF e Silvânio Costa, membro da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas (CTAS/CBHSF). Maciel Oliveira, coordenador da CCR Baixo São Francisco, também esteve presente.

Durante os dois dias de programação, especialistas apresentaram o potencial geológico, ambiental, histórico e cultural do território do Submédio/Baixo São Francisco, além de discutir os conceitos, critérios e experiências relacionadas aos Geoparques Mundiais da UNESCO. A programação também contemplou mesas de alinhamento institucional, formação de grupos de trabalho temáticos e definição dos primeiros encaminhamentos para a consolidação da proposta, reforçando a importância da governança compartilhada e da participação social no processo de construção do geoparque.

Na abertura do encontro, o secretário municipal de Planejamento Estratégico de Paulo Afonso, José Renato, destacou que a iniciativa representa uma oportunidade de transformar o potencial natural da região em desenvolvimento sustentável para as comunidades. “Estamos em uma região com enorme potencial turístico, ambiental e cultural. O geoparque representa uma oportunidade de proteger esse patrimônio ao mesmo tempo em que promove desenvolvimento sustentável, geração de renda e fortalecimento das comunidades tradicionais. Precisamos construir esse projeto de forma coletiva, envolvendo poder público, sociedade civil, universidades, setor turístico e as próprias comunidades, para que todos se sintam parte desse processo.”

Representando o CBHSF, o presidente Cláudio Ademar da Silva destacou a importância da mobilização conjunta para consolidar a iniciativa. “Ficamos muito felizes em perceber que esse projeto ganhou novos contornos e vem sendo abraçado pela região. Agora é o momento de construir esse território a várias mãos e muitas cabeças, reunindo diferentes instituições e pessoas comprometidas com esse objetivo comum.”

O coordenador da CCR Submédio São Francisco, Elias Silva, classificou o encontro como um marco para a região e ressaltou a importância da iniciativa para a valorização do patrimônio geológico e para o fortalecimento da agenda dos geoparques na bacia. “Aqui temos diversas formações e características reunidas em um mesmo território, o que fortalece ainda mais essa perspectiva. É emblemático que o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco esteja dando esse ponto de partida, que é implementar pelo menos três geoparques na Bacia do São Francisco.”

A professora doutora Thaís Guimarães, da Universidade de Pernambuco (UPE) – Campus Petrolina e coordenadora do Grupo de Trabalho Geoparques, conduziu as discussões técnicas relacionadas ao processo de estruturação da proposta, contribuindo para o alinhamento entre os diferentes segmentos envolvidos. Como parte da programação, os participantes realizaram, na manhã do segundo dia, uma visita técnica a áreas consideradas estratégicas para a futura candidatura do território a geoparque. O roteiro incluiu o povoado Malhada Grande, onde está localizado o Sítio Arqueológico Capela, o Povoado Rio do Sal, a Aldeia Indígena Kariri Xocó, além de pontos que evidenciam a singularidade da região, como a maior concentração de fronteiras em linha reta da América Latina e o conjunto das quatro usinas hidrelétricas existentes em Paulo Afonso.

A visita possibilitou aos participantes conhecer, em campo, parte do patrimônio geológico, arqueológico, paisagístico, cultural e histórico que fundamenta a proposta do Geoparque São Francisco, reforçando a importância da conservação desses bens aliada ao desenvolvimento sustentável, ao fortalecimento do turismo de base comunitária e à valorização das comunidades tradicionais.

Ao final do encontro ficaram definidos os primeiros encaminhamentos para a continuidade dos trabalhos, incluindo o fortalecimento dos grupos temáticos, a ampliação da articulação entre instituições e municípios e a construção de uma agenda permanente de ações voltadas à consolidação do Geoparque São Francisco.

 

Assessoria de Comunicação do CBHSF

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