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Francisco Lucas Costa Veloso, conhecido como Chico Lucas, chegou ao cargo de secretário nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, em janeiro deste ano. Ele foi convidado pelo titular da pasta, Wellington César, com aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A chegada dele ao governo federal é considerada estratégica em ano eleitoral, para tocar uma das pautas mais importantes para o Executivo neste ano.
Chico Lucas se destacou como secretário de Segurança Pública do Piauí, onde foi responsável pela redução dos índices de criminalidade. Os roubos de celulares registraram queda de 50%, e os homicídios, de 30%. Agora, ele tenta repetir os bons resultados em todo o país com o Celular Seguro.
Lula lançou a nova fase do programa, cujo objetivo é a recuperação de aparelhos furtados ou roubados. Ao contrário da etapa anterior, que focava no bloqueio do telefone e da linha do cliente afetado, a intenção agora é fazer com que o receptador devolva o celular roubado e ajude a identificar a cadeia de comercialização.
Por meio do site ou do aplicativo do programa, o usuário poderá consultar o número de série (IMEI) para saber se um aparelho tem alguma restrição. Caso já tenha comprado e identique que é produto de roubo, poderá devolvê-lo em uma delegação, sem risco de sofrer punição. Ao Correio, Chico Lucas detalha o funcionamento da nova fase do programa.
O secretário nacional enfrenta uma turbulência em seus primeiros meses no cargo, com a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando Capital e o Comando Vermelho como terroristas — o que provoca pressão imediata para resultados no combate às facções. De acordo com Chicol Lucas, milícias e facções criminosas fazem mal ao país nas mesmas proporções.
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