Senhor do Bonfim aguarda liberação do MP para retomada da Guerra de Espadas

18 de Jun / 2026 às 17h30 | Variadas

A retomada da Guerra de Espadas em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia, ainda depende do cumprimento de exigências técnicas e de segurança antes de ser autorizada. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou que o evento só poderá ocorrer após a aprovação do espaço destinado à atividade e a certificação dos artefatos que serão utilizados pelos participantes.

De acordo com o órgão, uma área está passando por processos de vistoria e adequação para receber a manifestação cultural. A realização da festa, no entanto, está condicionada à liberação do local pelos órgãos responsáveis e à comprovação de que as espadas atendem às normas exigidas.

A expectativa é que a tradição volte a acontecer dentro das regras estabelecidas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado no fim de 2025. O acordo prevê a utilização exclusiva de artefatos certificados e a realização da atividade em um ambiente previamente autorizado.
Acordo inédito na Bahia

Atualmente, Senhor do Bonfim é o único município baiano a possuir um acordo formal com o Ministério Público para permitir a realização da Guerra de Espadas mediante o cumprimento de uma série de medidas de segurança.

O TAC foi assinado pelo MP-BA, pela Prefeitura de Senhor do Bonfim e pela Associação Cultural dos Espadeiros. O documento autorizou o retorno da manifestação a partir de 2026, desde que todas as exigências técnicas sejam atendidas.

Entre as determinações está a criação de um espaço exclusivo para a atividade, conhecido como "espadódromo". O local deve ficar afastado de áreas sensíveis, como hospitais, escolas, postos de combustíveis e residências, além de contar com estrutura voltada para emergências.

As exigências incluem iluminação de segurança, rotas de evacuação sinalizadas, brigadistas, pontos de atendimento pré-hospitalar e suporte médico para possíveis ocorrências durante o evento.
Certificação obrigatória das espadas

O acordo também estabelece que somente poderão ser utilizadas espadas fabricadas conforme as normas técnicas definidas pelo Exército Brasileiro.

Para garantir o cumprimento da regra, a Associação Cultural dos Espadeiros deverá apresentar o Certificado de Registro (CR) do fabricante responsável pelos artefatos e submeter o material a inspeções prévias.

Caso as cláusulas previstas no TAC sejam descumpridas, a prefeitura e a associação poderão ser penalizadas com multa diária de R$ 20 mil.

A Tarde/Foto: Caio Csermark | Divulgação

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