
Durante entrevista ao programa do Geraldo José nesta quarta-feira (25), a médica Raíssa Soares confirmou que será pré-candidata nas próximas eleições e afirmou que pretende disputar uma vaga na Câmara Federal.
Ao ser questionada sobre uma possível candidatura ao Senado, ela destacou que já tomou uma decisão sobre seu futuro político:
“Já tenho anunciado como pré-candidata a deputada federal. E aí eu venho mais com o pé no chão, com um pouco mais de amadurecimento político mesmo, pra gente poder lutar na Câmara Federal”, afirmou.
Dr. Raíssa também ressaltou que pretende atuar como representante direta da população:
“A minha intenção é ser voz, minha gente. É ser a sua voz, é defender aquilo que você precisa e usar a política pública, que eu acredito nisso, viu Geraldo José? Eu acredito que a política pública, ela tem que ser utilizada para aquilo que ela tem de melhor para o povo. Não é para o meu umbigo”, disse.
Durante a entrevista, Raíssa Soares fez críticas à forma como recursos públicos são aplicados e questionou a falta de apoio a instituições sociais da região.
“Como que nenhum deputado federal que defende Juazeiro e região nunca colocou recurso numa instituição que atende criança carente, dá comida e dá ensino? Como? Ou seja, é porque a criança não dá voto? É isso?”, questionou.
A deputada citou como exemplo o trabalho da instituição da tia Ressu, destacando a ausência de investimentos públicos no projeto.
“E eu perguntei, Ressu, por que você não recebe nenhuma verba? Quantas vezes você recebeu emenda parlamentar de deputado federal? E ela falou, doutora, eu nunca recebi”, relatou.
Ela também criticou o que considera uso político de recursos públicos:
“Quer dizer então que política pública é só porque eu ganho dinheiro? Então eu vou dar dinheiro pra um lugar que vai me devolver voto? Não, a política pública tem que ser pra incentivar aquela região a se desenvolver”, declarou.
Ao final, ela reforçou que sua proposta política está voltada para atender demandas sociais reais, como educação e combate à fome.
“Tem famílias que realmente precisam. Tem famílias que estão com dificuldade, porque o seu filho de 6 anos está no alfabeto e a escola não consegue colocá-lo alfabetizado. A família não consegue ajudá-lo em casa e a escola não deu conta de alfabetizar uma criança de 6 anos. Onde está a política pública pra fazer essa criança ser alfabetizada?”, finaliza.
Veja a entrevista na íntegra:
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