
A palavra ganha corpo, a música encontra abrigo e a arte se faz encontro.
Nesta quinta-feira (26), Petrolina se transforma em palco para mais uma edição do projeto "Poesia de Botequim", um sarau itinerante que percorre o Brasil costurando histórias, vozes e sentimentos em noites onde a cultura pulsa de forma viva e compartilhada.
Criado em 2019 pelo escritor, editor e produtor cultural Matheus José, o projeto nasceu com o propósito de fortalecer a cena artística independente e abrir espaço para que autores e músicos de diferentes regiões apresentem seus trabalhos ao público. Ao longo dos anos, o sarau tem se consolidado como um movimento de valorização da arte autoral, aproximando artistas e espectadores em experiências sensíveis e acolhedoras. Ao longo de sua trajetória, o "Poesia de Botequim" conquistou reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como uma iniciativa de incentivo à leitura, consolidando-se como um movimento que entrelaça literatura, identidade e pertencimento.
Em Petrolina, a programação tem início às 18h30, no restaurante O Casarão, localizado no centro da cidade. Com entrada gratuita, o evento reúne nomes como Nivânia Arruda, Francisca Santiago, Emylle Novaes, Antonio Damião, Thiê Gomes, Karla Silva, Camila Santos e Mônica Lopes, além do próprio idealizador do projeto, compondo uma noite plural de poesia, narrativas e expressões artísticas.
A edição contará ainda com a participação especial do cantor goiano Écio Duarte, indicado quatro vezes ao Grammy Latino. Com trajetória consolidada na Música Popular Brasileira, o artista traz na bagagem parcerias com nomes como Xangai, Maria Eugênia, Juraildes da Cruz e Paulinho Pedra Azul. Em seus trabalhos, como os álbuns Centinela del Camino, Aos Pares e Capim Cheiroso, Écio imprime uma sonoridade marcada pelo lirismo e pelas raízes brasileiras, dialogando com a essência do próprio sarau.
Mais do que um evento, "Poesia de Botequim" se afirma como um espaço de encontro e partilha, onde a arte rompe distâncias e cria pontes. Em cada verso declamado e em cada acorde tocado, o público é convidado a sentir, refletir e celebrar a potência da cultura independente.
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