
O líder do Republicanos e deputado federal Marcos Pereira criticou as discussões em torno do fim da escala 6 X 1, em que o trabalhador precisa trabalhar seis dias seguidos para ter um dia de descanso.
O político sugeriu que trabalhadores pobres não saberiam o que fazer com um dia livre a mais e ficariam "expostos a drogas e jogos de azar". "Quanto mais trabalho, mais prosperidade", defendeu o dirigente partidário.
Segundo o jornalista Leonardo Sakamoto, do portal Uol, o discurso de Pereira fortalece a campanha por mais descanso. Para Sakamoto, o parlamentar associou de forma preconceituosa lazer a vícios e desordem, e transformou um debate trabalhista em julgamento moral.
O argumento mistura fé com política pública, confundindo Teologia da Prosperidade com Filosofia da Exaustão, e levanta uma questão central: cabe ao Estado decidir qual é o caminho da virtude de cada trabalhador?", argumentou.
"A pergunta não é o que o pobre fará com mais tempo livre. É por que alguém precisa trabalhar seis dias seguidos para provar seu valor. O debate sobre a 6x1 precisa de dados e respeito, não de estigmas. Trabalhadores não precisam de tutela. Precisam de dignidade", acrescentou o jornalista.
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