
Vida e Morte uma dualidade única.... Tristeza e reflexão para os que ficam... Alegria e acolhimento para aqueles que aguardam o retorno... Minha mãe viveu o suficiente para cumprir o seu estágio de vida... Seus filhos dentro de suas limitações recebeu dela o melhor...
A convivência diária trouxe brilho as páginas escritas no tempo... Não existe o fim... Apenas o cumprimento de um percurso entre tantos outros já vividos... Desta forma passamos a nos ver de forma diferente...
O olhar da alma evoca a lembrança dando-nos a certeza de que vida e morte é um único episódio a serviço de nossa evolução... Essa poesia que segue Vida e Morte retrata bem a sinfonia de uma realidade natural do nosso cotidiano...
Se vida é ter a gente a alma retida
no cárcere do corpo, de tal sorte
que ela a seu jugo torne-se vencida;
então a vida não é vida... é morte!
Se morte é a libertação da alma
do forte grilhão da carne
alçando-se em seguida para o alto céu num rápido transporte;
então a morte não é morte... é vida!
Se vida é ter a alma a escravidão que humilha,
treva que envolve a estrada que ela trilha;
se morte é a transformação da sua sorte,
é a volta sua livre à luz perdida...
Então, por que esse apego que se tem à vida?
Por que esse medo que se tem da morte?
Índio Tamoio Prado.
Dona Penha, que a luz dos teus passos nos sirva de roteiro em nossa trajetória... Um beijo do seu filho Edinando Diniz ...
*Ednando Diniz-nasceu em Areia Paraiba. É advogado. Dona Penha foi diretora Escolar do Colégio Alvaro Machado e contribuiu com a educação do municipio de Areia Paraiba.
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