Gabriel Santos, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais, reforça luta por valorização dos trabalhadores rurais no Vale do São Francisco

10 de Feb / 2026 às 21h30 | Variadas

Durante a mesa de negociação coletiva da campanha salarial de 2026, realizada nesta terça-feira (10), o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais, Gabriel Santos, destacou a importância do diálogo em curso no Vale do São Francisco e defendeu avanços concretos que impactem diretamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo. Esta é a 32ª campanha salarial do setor.

Segundo Gabriel, trata-se de um ano decisivo para garantir valorização profissional e melhores condições de trabalho na região. Entre as principais pautas levantadas estão melhorias na alimentação, ampliação da cesta básica e, principalmente, a valorização salarial. Gabriel enfatizou que o reajuste precisa ser real e perceptível no dia a dia dos trabalhadores. “O trabalhador se sente valorizado quando o reajuste salarial incide de fato na sua vida”, afirmou.

De acordo com o dirigente sindical, a pauta de reivindicações foi construída coletivamente pelos trabalhadores junto aos sindicatos e é viável de ser cumprida. Ele ressaltou ainda o papel histórico do movimento sindical na organização das lutas no Vale do São Francisco e em todo o Brasil, reforçando que as demandas refletem necessidades reais da categoria.

Gabriel Santos também destacou conquistas recentes, como a isenção do imposto de renda para parte dos trabalhadores, uma pauta antiga do movimento sindical. Segundo relatos recebidos pelos sindicatos, muitos trabalhadores que antes pagavam o imposto agora deixam de arcar com esse desconto, o que representa ganho direto na renda.

Outro ponto central da fala foi a defesa do fim da escala 6x1. Para ele, trata-se de um modelo ultrapassado, que não valoriza o trabalhador e compromete a qualidade de vida. “O trabalhador precisa ter mais tempo com a família, para cuidar dos filhos, ter lazer e descansar o corpo e a mente”, reforçou.

O presidente também contestou a ideia de escassez de mão de obra no campo, argumento frequentemente utilizado pelo setor patronal. Segundo ele, há trabalhadores disponíveis, mas falta valorização adequada dos assalariados e assalariadas rurais.

Para Gabriel Santos, o processo de negociação coletiva é dinâmico e deve priorizar a valorização do trabalho rural, garantindo dignidade, reconhecimento e melhores condições para quem move a economia do campo no Vale do São Francisco.

RedeGN/Crédito da foto: Ascom

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