
Exportar mais frutas não deve encarecer os preços no Brasil, afirma IFPA.
No programa Mercado, da revista VEJA, apresentado por Veruska Donato, a country manager da IFPA, Valeska de Oliveira Ciré, explica por que a sazonalidade entre Brasil e Europa beneficia os dois blocos e afasta o risco de alta nos preços das frutas para o consumidor brasileiro.
Segundo Valeska, o Brasil e a União Europeia produzem em janelas diferentes por estarem em hemisférios opostos. “Essa sazonalidade é super positiva, porque quando temos o produto aqui, eles não têm lá”, afirma. O modelo permite exportação sem comprometer o abastecimento interno. A executiva também descarta aumento de preços no mercado doméstico.
“Não vejo nenhum sinal de que o brasileiro vá pagar mais caro pelas frutas”, diz. O país produz mais de 40 milhões de toneladas e ainda consome apenas um terço do recomendado pela OMS, o que abre espaço tanto para exportação quanto para crescimento do consumo interno. Na reta final da entrevista, Valeska detalha quais produtos frescos devem liderar as exportações para a Europa com a redução das tarifas. Uva, limão, abacate, papaia e gengibre estão entre os principais beneficiados. “O foco desse acordo, quando falamos de produtos frescos, são as frutas”, afirma.
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