
Com um histórico de representação zerada na Câmara dos Deputados desde 2006, quando elegeu Jorge Koury (DEM), Edson (PV) e posteriormente Joseph Bandeira (PT), à partir de uma suplência, que se repetiu por breve período no mandato seguinte, Juazeiro pode seguir sem representação federal na próxima legislatura, dado a conjuntura que se vislumbra para a eleição deste ano. a perguinta que não quer calar: Juazeiro consegue eleger representação genuína em 2026?
Dada as possibilidades, com lideranças locais mais expressivas apontando apoio para candidatos sem domicílio no município, tudo leva a crer que o vazio pode permanecer, com uma leva de candidatos considerados, nas rodas de conversas, como “forasteiros”, dividindo o considerável quinhão de votos de um dos maiores colégios eleitorais do interior da Bahia.
O ano começa com essa expectativa; Juazeiro terá representação de filhos da terra no Congresso nacional? O questionamento feito nos bastidores e rodadas de conversas em botecos, indica que não, embora alguns nomes já apareçam reivindicando o título de “candidato da terra” e aposte na possibilidade de sucesso.
Nomes com maior lastro partidário e político, com bases fora do município para completar o coeficiente, a exemplo dos deputados Zó (PCdoB); Roberto Carlos (PV), ensaiaram, mas desistira. Lideranças como Isaac e Joseph, o primeiro por questões jurídicas e o segundo, por conjuntura política, não parecem apostar na possibilidade de tentar mais uma vez e o vazio eleitoral abriu espaço para uma invasão de nomes com registro de nascimento fora do domicílio, que se aproximam através de lideranças locais, vereadores, igrejas, sindicatos e cabos eleitorais que funcionam na base do “apoio logístico”, que em outras palavras significam “estrutura financeira para garimpar votos”, que chegam através de pequenas emendas ou “caixa dois” para ser mais direto.
São tantos os nomes que estão aparecendo, alguns que nunca andaram no município, que não temos espaço para citar todos e na avaliação de muitos, esse rateio prejudica qualquer nome local na tentativa de preencher a lacuna reclamada há tempos, principalmente nesse período de emendas pix e secretas, que favorecem os municípios que tenham representantes com base local para canalizar recursos.
“O deputado carreia a maior para dos seus recursos para sua terra, seu reduto principal, pois é lá que residem seus interesses políticos maiores, suas disputas locais, câmara, prefeitura, o resto da sua base no estado ele alimenta com fracionamentos, um pouquinho aqui, um pouquinho ali, para garantir a reeleição, no caso de quem já tem mandato e quer renovar”, disse um interlocutor, em reserva.
Para este ano em Juazeiro surgem nomes como Márcio Jandir (PP); David Lima (PL); Rafael Campelo (Novo), dentre outros, que navegam sem apoio de lideranças ou grupos tradicionais, esperando o milagre de vencer, remando contra a maré, o que não se mostra favorável, por enquanto.
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