Exploração: Turistas denunciam preços abusivos "Cerveja muita cara. Tira-gosto valendo ouro"

05 de Jan / 2026 às 08h30 | Variadas

Os preços abusivos repercutiram nas redes sociais durante a semana do ano-novo.

O assunto resume o que vem aconteceendo em boa parte de locais que são considerados pontos turisticos.

Em uma imagem que circula na internet, um cardápio mostra petiscos, como iscas de carne, a partir de R$ 150 reais.

No Tiktok, a dentista Victória Pinheiro, moradora de Cabo Frio, Rio de Janeiro denuncia tentativas de extorsão em um quiosque na Praia do Forte, no dia 27 de dezembro. No vídeo, que já conta com mais de um milhão de visualizações, ela afirma que se sentiu constrangida e extorquida por comerciantes.

Ao alugar uma mesa na praia, ela afirma que foi informada de que uma das regras era consumir qualquer item do cardápio do estabelecimento. Junto com amigos, a dentista decidiu pedir uma porção de pastéis, que custava R$ 150 reais. 

“Seis pastéis por R$ 150 não é um valor baixo. O garçom veio e falou que não tinha.”, afirma. “Escolhemos outro na faixa de R$ 150, R$ 160, que era o bolinho de aipim, também seis unidades, e o garçom falou que não tinha. Pedimos um espeto de frango. Ele voltou e falou que não tinha”.

A dentista afirma que, ao pedir uma sugestão do garçom, ele recomendou um trio que custava R$ 360 reais. “Não queria vender nada abaixo de R$ 200, a gente se sentiu muito coagido”, declara.

Em Búzios, na Praia do Geribá, um cardápio de um quiosque viralizou ao mostrar preços exorbitantes para os petiscos. Um dos itens mais caros é o filé de frango com arroz, fritas e salada, custando R$ 470 reais.

Abuso Em Cabo Frio e em Búzios, a repercussão dos casos fez com que o Procon fizesse fiscalizações nas praias para coibir práticas abusivas e o acesso livre de turistas e visitantes. 

Na Praia do Geribá, a fiscalização encontrou estabelecimentos vendendo alimentos sem prazo de validade, com embalagens inadequadas e armazenamento incorreto. Produtos considerados impróprios para o consumo foram descartados.

Estabelecimentos foram autuados e receberam o prazo de 24 horas para se adequarem às normas. Um estacionamento também foi autuado por cobrar preços acima do permitido. Em ambos os municípios, o Procon afirmou que continuará fiscalizando os estabelecimentos durante toda a temporada de verão, visando a proteção dos consumidores e a regularização dos serviços oferecidos. 

Redegn com informações Correio Braziliense Foto reprodução

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