Coordenador do Centro Cultural Emoções Roberto Carlos lamenta a morte de Genival Barros

04 de Jan / 2026 às 18h00 | Variadas

O coordenador do Centro Cultural Emoções Roberto CarLos, localizado em Petrolina, lamentou pelas redes sociais a morte de Genival Barros, colaborador histórico de Roberto Carlos.

De acordo com Adriano,  Genival Barros era uma figura fundamental nos bastidores dos shows do "Rei Roberto Carmos" há mais de meio século. 

Genival Barros conhecido carinhosamente como "Seu Genival" no meio artístico, trabalhou com Roberto Carlos desde a época da Jovem Guarda, na TV Record. Ao longo de décadas, ele foi responsável por coordenar toda a parte técnica dos espetáculos, incluindo som, luz e montagem de palco, sendo considerado o braço direito do cantor nos bastidores. 

A morte de Genival Barros representa uma grande perda para a equipe de Roberto Carlos e para o show business brasileiro. 

No site acervo do Reio Roberto Carlos foi publicado texto. Confira: 

Infelizmente iniciamos 2026 da forma mais triste possível com a perda do nosso querido amigo Genival. Genival Barros, paraibano de Campina Grande, foi muito mais do que o responsável pela produção técnica dos shows de Roberto Carlos. Ele foi braço direito do Rei por mais de quatro décadas, cuidando com perfeição de cada detalhe de palco, luz e som, sempre com dedicação, respeito e amor pela música. Começou a trabalhar com Roberto em 1969, após um convite pessoal do cantor, e desde então construiu uma história marcada por profissionalismo, amizade e lealdade.

Antes disso, já fazia parte da história da música brasileira como operador de som da TV Record, onde viveu de perto a era de ouro dos programas musicais e festivais, sendo testemunha de momentos inesquecíveis, como o episódio em que Sérgio Ricardo quebrou o violão no palco. Era um homem simples, sonhador, que saiu de Campina Grande para São Paulo quando poucos acreditavam, e que realizou o desejo de ver seu nome anunciado como operador de som.

Genival sempre falava de Roberto Carlos com reverência, destacando o cuidado do artista com cada detalhe e o respeito com toda a equipe. Para ele, trabalhar com o Rei era como “subir ao palco pela primeira vez” a cada show. Um dos momentos que mais o marcou foi a comemoração dos 50 anos de carreira de Roberto no Maracanã, quando pôde ver, décadas depois, a mesma multidão que já acompanhava o cantor nos anos 60.

Hoje nos despedimos de um grande profissional e, acima de tudo, de um grande ser humano. Descanse em paz, Genival Barros. Seu legado continuará ecoando em cada acorde, em cada luz acesa no palco e em cada emoção vivida nos shows do nosso eterno Rei.

VISITA PETROLINA: 

O Centro Cultural Emoções, que há dez anos abriga em Petrolina, no Sertão de Pernambucano, um acervo imenso sobre a vida e obra do cantor Roberto Carlos, teve uma visita ilustre na madrugada do mês de agosto 20225, sábado (9). Após se apresentar na cidade, o rei foi conhecer o local, realizando mais um sonho do fã e responsável pelo centro, Adriano Thales de Souza.

A visita de Roberto Carlos foi compartilhada nas redes sociais do Centro Cultural no final da manhã deste sábado. “Amigos, o sonho das nossas vidas se realizou...o Roberto veio ao Centro Cultural após o show em Petrolina”, diz um trecho da publicação.

“Foram muitas noites em claro sonhando com isso, foram anos e anos construindo, construindo...e no final de tudo, é Deus quem diz a hora certa!”.

O Centro Cultural Emoções funciona de terça a domingo, das 9h às 12h e das 15h às 18h, na Rua Castro Alves, nº 428, no centro da cidade. A entrada é gratuita, mas os visitantes podem doar 1kg de alimento não perecível ou fazer doações em dinheiro, que serão revertidas para instituições de caridade da região.

'Emoções'
O Centro Cultural Emoções foi inaugurado no dia 19 de abril de 2015, data do aniversário do cantor, e nasceu da admiração que Adriano Thales nutre por Roberto Carlos. O encontro com um casal, durante o cruzeiro promovido pelo rei em 2012, foi fundamental para a a realização do sonho.

“Começamos a conversar. Eles sabiam que eu tenho um acervo muito vasto, porque em em 2009 passei em quatro blocos no Globo Repórter. Aí conversando com o casal, a esposa olhou para mim e perguntou: ‘Qual o teu maior sonho’?”, diz Adriano, lembrando que contou toda sua história ao casal e do desejo de ter um espaço para colocar todas as peças que tinha sobre Roberto Carlos, fazendo com que outras pessoas pudessem conhecer mais sobre o cantor.

Dois meses depois da viagem, um emissário do casal entrou em contato com Adriano informando que eles construiriam o tão sonhado centro. O último contato entre os três aconteceu no dia da inauguração do espaço, quando Adriano teve uma grande surpresa.

“Eu descobri, no dia da inauguração, eles vieram e trouxeram o Dudu Braga, filho do Roberto Carlos com a banda RC na Veia. E nesse dia eu descobri que o casal é sócio do Roberto Carlos e é o padrinho da filha do Dudu Braga, neta do Roberto Carlos. Está vendo como são as coisas?”, conta Adriano Thales.


O acervo de Adriano tem mais de 5 mil peças, frutos de mais de 40 anos de dedicação, que começou quando o fã ainda era criança, como forma de matar a saudade do pai, que precisou viajar para Fortaleza, deixando o filho com os avós, em Petrolina.

“Minha mãe, que estava aqui em Recife, veio me buscar. Assim que eu cheguei em Recife com ela, eu senti muita falta dele, porque sempre que podia, ele me levava aos circos, cinemas, quando podia comprava aquele brinquedo. Eu estava numa solidão imensa”.

A curiosidade de menino fez com que Adriano ouvisse pela primeira vez a música que mudaria sua vida.

“Um dia no apartamento da minha mãe, remexendo alguns discos, vi lá um tal de Roberto Carlos e botei para tocar. Assim que eu escutei a música, ‘Meu querido, meu velho, meu amigo’, essa canção passou a trazer a presença de papai muito forte. Tão forte que eu cantava essa música durante todos os dias inúmeras vezes no dia”.
Quando o pai foi a Recife para buscar Adriano, sugeriu comprar um presente para o filho, que sabia muito bem o que desejava. “Eu falei para ele que não queria um brinquedo. Eu queria um disco do cantor Roberto Carlos”, diz Adriano, lembrando a surpresa do pai com o pedido.

“Ele achou estranho porque sua geração é diferente. Ele perguntou: ‘Por quê?’ Eu falei: ‘Ó, porque em um determinado disco tem uma determinada música, eu escutava todos os dias para lembrar do senhor’. Vi a primeira emoção do papai naquele dia”.

Encantado com o sentimento do filho e conhecimento que o menino tinha sobre o cantor, o pai decidiu que, além do álbum Carlos e Erasmo, que tem a música ‘Meu querido, meu velho, meu amigo’, presentearia Adriano com todos os discos que estavam disponíveis na loja.

“De lá para cá, as canções do Roberto passaram pela minha vida. Os primeiros amores. A forma bonita de falar de Deus, das coisas boas da vida”.
O primeiro encontro de Adriano com Roberto Carlos aconteceu no dia 5 de dezembro de 1992, em um show do Rei na cidade de Campina Grande, na Paraíba. Ao conceder entrevista a uma emissora de televisão local, mostrando as peças que tinha sobre Roberto Carlos e explicando que havia viajada mais de 16 horas para ver a apresentação, Adriano acabou sendo surpreendido.

“Enquanto eu estava dando a entrevista, tinha um senhor a uns cinco metros me escutando". O senhor em questão era um dos produtores do show. “Quando ele saiu, ele andou um pouquinho e voltou. Como é teu nome? Meu nome é Adriano. Ele parou assim. 'Adriano, não sai daí não, quando o Roberto chegar, eu vou levar você aqui".

Adriano diz que ficou fascinado ao ver Roberto Carlos pela primeira vez. “Eu desabei de muita emoção. E o que me deixou fascinado foi o tratamento dele comigo. Eu falei para ele: ‘Posso apertar a sua mão?’ Ele disse: ‘Claro, inclusive eu que aperto a sua, rapaz’. Apertei a mão dele, abracei ele”.

A relação improvável entre fã e ídolo se fortaleceu. “Comecei levando coisas para ele sobre ele, acabei caindo na graça dele. E hoje eu tenho uma boa relação de amizade com ele”, afirma Adriano.

“Fui no Cruzeiro, fui agradecer a ele, ele olhou para mim e falou: ‘Eu não fiz nada, o que foi que eu fiz’? Aí depois eu chegou para mim, pô, você faz tanto por mim, nunca me pediu nada. Então, imagina, a pessoa entra na sua vida, te trata de uma forma assim, pô. Cara, é o mínimo que eu posso fazer por ele, pela história dele”.

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