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O calor intenso e a falta de ar-condicionado nas salas têm desafiado estudantes em diferentes regiões do país. A onda de calor está impactando a rotina das escolas em boa parte do Brasil.
Especialistas afirmam que a partir de 38ºC de temperatura ambiente, a capacidade de aprendizagem dos alunos fica comprometida.
Raciocínio, memorização dos conteúdos, compreensão do que está sendo passado em sala de aula diminuem muito. E se a temperatura for ainda maior do que esta, as sequelas podem ser ainda mais graves.
“Se forem temperaturas muito altas, aí sim, aí você pode ter comprometimento irreversível e a longo prazo. Você pode ter morte até de neurônios se as temperaturas forem extremas, forem muito altas, acima de 42ºC, 45ºC. Isso pode ser em torno de uma hora, duas horas, você já pode ter comprometimento dessas células nervosas”, afirma Luiz Gustavo Dubois, coordenador do Programa de Neurociência do ICB/UFRJ.
As altas temperaturas degradam os neurotransmissores, que são responsáveis pela comunicação entre os neurônios. Essa comunicação é o que dá origem à sinapse - a ferramenta que permite o acesso a novos conhecimentos.
Um levantamento do Centro de Inovação para a Excelência das Políticas Públicas mostra que 66% das escolas públicas no Brasil não têm ar-condicionado. Já nas escolas privadas, esse percentual é de 52%.
“Não entendi nada da matéria, muito quente. A maioria das vezes a gente tem que ficar para fora de sala por causa do calor. Muito quente”, diz a estudante Letícia Vitória Cavalcante.
“Como é que a criança vai estudar? Uma sala com mais de 30, 35 alunos, adolescentes. Já estão com um calor à flor da pele, nesse calor de 40ºC. Insuportável”, diz a dona de casa Érika Fernandes Cardoso Nunes.
Pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) mediram durante um ano a variação térmica de escolas em Minas Gerais e descobriram que os maiores problemas de falta de atenção dos alunos se davam justamente em períodos muito quentes ou muito frios.
JUAZEIRO E PETROLINA: A REDEGN solicitou informações as prefeituras de Juazeiro e Petrolina sobre a atual situação das escolas municipais.
No ano de 2023, a REDEGN destacava que de Sete em cada dez salas das escolas públicas do país não são climatizadas, mostra Censo do Inep. Confira a situação de Juazeiro e Petrolina.
Na época Em Petrolina, a assessoria de imprensa informou que em 2016, apenas 25% da rede municipal de ensino tinha ar condicionado nas salas de aulas "e que no ano 2023 atingiu 70%. A meta era climatizar 100% das salas de aula até o ano final de 2024".
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