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Bahia avança para alcançar status de livre da aftosa sem vacinação

03 de Nov / 2011 às 07h40 | Variadas

A Bahia, que nos últimos anos vem batendo recordes na cobertura vacinação contra a febre aftosa e está há 14 anos sem registrar nenhum caso de aftosa, (última ocorrência foi em 1997), deu esta semana um importante passo para alcançar o status de livre da febre aftosa sem vacinação. Demonstrando a importância do extremo sul para a pecuária baiana, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), médico veterinário Paulo Emílio Torres, fizeram o lançamento simultâneo, nos municípios de Itanhém, Itamaraju e Guaratinga, da segunda etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, que vai imunizar apenas os animais com idade até 24 meses. 

A campanha vai até o dia 30 de novembro e, além de vacinar, os pecuaristas devem fazer a declaração nas agências da Adab. O município de Itamaraju tem o maior rebanho bovino do estado, com 177 mil cabeças, seguido por Itanhém, com 155 mil e Guaratinga, com 147 mil. Os prefeitos dos três municípios e os de Lajedão, Prado, e Jucuruçu, vereadores, centenas de produtores e líderes sindicais participaram dos eventos, que em Guaratinga contou com a presença do chefe regional do Mapa em Eunapólis, Gilberto Pedreira, representando a Superintendência Federal do Ministério da Agricultura na Bahia. 

A Bahia é detentora do maior rebanho bovino da região Nordeste, com cerca de 11 milhões de cabeças, e tem apresentado, nos últimos anos, estabilidade sanitária referenciada nacionalmente. A redução da faixa etária vacinal nesta etapa de vacinação atende a aproximadamente 265 mil pecuaristas em 409 municípios baianos. No total, cerca de 6,5 milhões de animais adultos deixarão de ser vacinados, representando economia da ordem de cerca de R$ 11 milhões para os pecuaristas baianos. Nos oito municípios componentes da Zona de Proteção, (Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Remanso, Buritirama, Casa Nova, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes), os pecuaristas deverão continuar vacinando todos os animais, jovens e adultos, para manter o rebanho livre da doença, pois fazem divisa com estados caracterizados com status sanitário de médio risco.

Ascom Seagri Foto Heckel Junior

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