Juazeiro e Jequié têm forte influência do tráfico de drogas e disputa por território entre facções, diz Portal A Tarde

25 de Jul / 2025 às 09h30 | Variadas


Foto: IA META

Conforme publicado na REDEGN-Confira Aqui-Bahia tem cinco cidades entre as 10 mais violentas do Brasil. Juazeiro é a terceira do país. Somando pouco mais de 400 mil habitantes as cidades baianas de Jequié e Juazeiro estão entre as cidades mais violentas do Brasil. 

As guerras entre facções não só estão em Jequié, mas também na cidade de Juazeiro, Bahia. A predominância dos grupos criminosos fez com que a cidade ocupasse o terceiro lugar do ranking das cidades com mais mortes violentas do Brasil, no Anuário de Segurança.

Localizado na região norte da Bahia, o município, com cerca de 250 mil habitantes, viu o número de mortes violentas intencionais crescer 9,6% no último ano e chegar a 194 vítimas, com uma taxa de 76,2.

Segundo o anuário, o tráfico e guerra de entre grumos criminosos também justificam o número de mortes. Na região, duas facções têm maior domínio: Bonde do Maluco (BDM) e uma dissidência deste grupo, intitulada “Honda”.

A jornalista Leilane Pinheiro, do Portal A Tarde, relembra que Neste ano, inclusive, houve a transferência de cinco detentos do presídio de Juazeiro para a unidade de segurança máxima de Serrinha. Entre os traficantes transferidos, estava o líder da Honda: o Diogo Bernardino. Diogo comandava a facção de dentro da cela do conjunto penal.

Além dele, outro nome que estava entre os presos transferidos, foi Robson dos Santos. Apesar de não te uma vinculação firme na facção, ele atuava no tráfico de drogas da região e era responsável por homicídios.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que nos últimos dois anos houve redução no número de mortes violentas: 6% em 2023 e 8,2% em 2024.

A SSP também afirmou que a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) fez um trabalho específico em Jequié e que, depois disso, não houve registro de aumento de mortes violentas na cidade. A secretaria não especificou qual foi o tipo de trabalho, nem quando ele foi realizado.

No que se refere aos casos de mortes decorrentes de intervenções policiais, a "SSP reafirma que todas as ocorrências são investigadas pela Polícia Civil e pelas respectivas corregedorias. Além disso, medidas de aperfeiçoamento do controle da atividade policial vêm sendo adotadas, a exemplo da Portaria nº 070-CG/2025, da Polícia Militar da Bahia, que estabelece o afastamento e acompanhamento psicológico de policiais envolvidos em ocorrências com mortes por intervenção legal, garantindo também suporte jurídico, emocional e profissional".

Redação RedeGN / Portal a Tarde / Foto: IA META

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