"Hospital Universitário reconhece que opera acima da capacidade e segue em diálogo com gestores públicos", afirma nota da Univasf

24 de Jul / 2025 às 08h00 | Variadas

Leitores da REDEGN demonstram preocupação com o atendimento no Hospital Universitário-Univasf, em Petrolina. Pacientes de Juazeiro e Petrolina afirmam que o "hospital já não consegue internar pacientes e que há superlotação". Uma acompanhante de paciente, que prefere não ser identificada questiona o que as autoridades,, prefeitos das cidades que fazem uso do Hospital estão fazendo, visto que "é notório os esforços dos médicos e trabalhadores do Hospital Universitário.

"O problema não está só no Hospital Universitário. É um tema que precisa da união de todos. Os pacientes sofrem é verdade, mas é um problema que se arrasta há anos".

De acordo com a denuncia muitos "pacientes estão nos corredores do Hospital devido falta de leitos"

Em resposta a REDEGN,  a assessoria do Hospital Universitário-Univasf/Ebserh informa que é um hospital de porta aberta, referência em média e alta complexidade para traumato-ortopedia e neurocirurgia, entre outras especialidades, e presta assistência a pacientes de 53 municípios. Entre janeiro e maio deste ano, a unidade contabilizou mais de 31 mil atendimentos, o que evidencia a elevada demanda por serviços de urgência e emergência na região.

A instituição reconhece que opera acima da capacidade, mas não mede esforços para garantir a continuidade e a qualidade da assistência. Para isso, tem adotado diversas medidas, como o reforço das equipes, melhorias estruturais, aquisição de novos equipamentos, ampliação de leitos e turnos de cirurgia, além da realização de mutirões para agilizar procedimentos.

O HU-Univasf segue em diálogo com gestores públicos e reafirma seu compromisso com a saúde, o ensino, a pesquisa e a inovação a serviço da vida e dos usuários do SUS.

No início deste mês, a REDEGN destacou que o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf/Ebserh) realizou no  sábado (05), o "Dia E", esforço concentrado que resultou em 62 atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foram realizadas 20 cirurgias, sendo 15 de ortopedia e cinco de bucomaxilofacial, além de 42 exames, entre eles, 19 ultrassonografias e 23 ecocardiogramas.

A mobilização integra o programa "Ebserh em Ação" e ocorreu simultaneamente nos 45 hospitais universitários federais vinculados à estatal. Em todo o país, a iniciativa somou 10.160 exames, 1.244 consultas e 1.060 cirurgias, com a participação de mais de 2 mil profissionais, entre médicos, professores, residentes, estudantes de graduação e demais trabalhadores da saúde.

O superintendente do HU-Univasf, Julianeli Tolentino, destacou que a ação não se encerra neste momento e que, ao longo do ano, novos procedimentos, entre cirurgias e exames, continuarão a ser realizados, ampliando o acesso da população aos serviços e contribuindo para a melhoria da assistência aos usuários do SUS.

"O hospital contribuiu de forma eficiente para o sucesso dessa ação nacional. Realizamos cirurgias e exames de imagem, e faço um agradecimento especial às equipes administrativa e assistencial, que se empenharam para convocar os pacientes que aguardavam na lista de espera", ressaltou o superintendente.

redegn Foto Ney Vital arquivo Reprodução Ilustrativo

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