
A medida surge como uma forma de retaliação ao Brasil devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu na trama dos atos golpistas, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Anunciada pelo republicano nesta semana, a medida começa a valer a partir de 1º de agosto, mas já gera impactos em setores da economia de diversos estados, inclusive na Bahia.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o Brasil "não é quintal de ninguém" e que com decisão Trump castiga o setor produtivo brasileiro. O baiano também saiu em defesa do presidente Lula da tentativa de interferência nas decisões da justiça e governo brasileiro.
“O presidente dos EUA, com essa decisão, taxa e castiga o setor produtivo brasileiro, que gera empregos e já tinha contratos fechados. Enquanto Lula trabalha para taxar as grandes fortunas, há quem jogue contra e prefira taxar o Brasil”, publicou o governador nas redes sociais.
Já o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), culpou a família de Bolsonaro pelo tarifaço e classificou a decisão do republicano norte-americano como “autoritária e unilateral”.“A pedido da família Bolsonaro, Donald Trump anuncia a taxação de 50% em todos os produtos brasileiros, de forma autoritária e unilateral. O presidente norte-americano está confundindo a quem está se dirigindo. O Brasil não será quintal do país de ninguém. Quem decide a nossa vida somos nós. Que fique claro: o Brasil é dos brasileiros e não de capachos!”, publicou.
Outro que se manifestou contrário à medida foi o também senador Otto Alencar (PSD). O senador baiano conhecido por ser um dos parlamentares mais próximos de Lula, não amenizou nas palavras para definir a decisão de Trump e colocou o problema na conta da família Bolsonaro.
“Lamentável a visão primitiva de Trump. O mundo mudou; não há mais essa supremacia dos EUA. Absurdo é o comportamento entreguista e antipatriótico do bolsonarismo. O governo sustentará, com o povo, a nossa soberania”, comentou.
Bate-boca-A primeira manifestação sobre o assunto do ministro da Casa Civil, Rui Costa, foi de reprovação ao comportamento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
“É curioso: liderar a maior economia do país e, ao mesmo tempo, apoiar medidas que encarecem produtos e prejudicam a economia nacional”, escreveu Rui no X.
A crítica não foi bem recebida pelos aliados do então pretenso candidato à Presidência da República, que detonaram o ministro nas redes sociais. Um deles foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que recomendou ao ministro “não ficar batendo boca com o governador de São Paulo” e ir “trabalhar”.
O baiano rebateu as falas do parlamentar. “Senador Ciro Nogueira, não peça para me calar e abafar minha indignação ao ver que trumpistas/bolsonaristas colocam os interesses de outros países acima dos do nosso povo. É inacreditável que eleitos pelo povo defendam agressões tarifárias contra o Brasil; isso chama-se traição”, disse Rui.
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