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Força Sindical entrará no STF pedindo suspensão do uso de recursos do Fundo de Garantia em obras da Copa e da Olimpíada

29 de Oct / 2011 às 18h00 | Política

Proposta, aprovada na Câmara esta semana, foi introduzida de forma estranha na MP 540. "Se esta medida for aprovada podemos mudar o nome para `Fundo Sem Garantia`, já que estaremos entrando em uma aventura incerta com alto risco de lesão aos saldos das contas", afirma Paulinho. A Força Sindical não concorda com proposta que foi incluída, de forma nefasta, na Medida Provisória 540, que autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimentos FGTS (FI-FGTS) para custeio de obras vinculadas à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016.

Primeiramente, os dirigentes da central sindical irão conversar com os senadores na próxima semana visando sensibilizá-los a votarem contra esta medida, que permite ao governo fazer uma verdadeira aventura com o patrimônio do trabalhador. Os sindicalistas também irão cobrar do governo mudanças no texto desta questão que envolve milhões de contas dos trabalhadores.

Em caso de aprovação no Congresso Nacional, a Força Sindical ajuizará uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) com pedido de liminar no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a medida, que dispõe do uso do Fundo de Garantia nessas obras. "Não podemos permitir o uso indevido e sem segurança do patrimônio do trabalhador", adianta o presidente de Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

"É irresponsabilidade colocar esta reserva do trabalhador em investimentos que, até certo ponto, são incertos quanto a rentabilidade?, afirma o líder sindical. ?Se esta medida for aprovada podemos mudar o nome para `Fundo sem Garantia`, já que estaremos entrando em uma aventura com alto risco de lesão aos saldos das contas", finaliza.

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