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ESPAÇO DO LEITOR: SIGNIFICADO DE OPOSIÇÃO

29 de Aug / 2011 às 10h30 | Espaço do Leitor

Resistência que se opõe a uma ação; hostilidade. Empecilho, obstáculo, estorvo, dificuldade (Dic. Aurélio).

Do ponto de vista de democracia, fazem-se mais do que necessários atos de oposição ao longo de uma gestão pública exercida em quaisquer que sejam as esferas de poder. Desde que o mundo é mundo, ouvimos falar de oposições. Para os criacionistas (os que crêem na criação do mundo a partir dos relatos do Gênesis – Bíblia Sagrada), a oposição aconteceu antes da criação do mundo quando Lúcifer se opôs ao Criador e foi lançado às trevas.

E, na raça humana, logo na primeira “tiragem”, lemos sobre Adão e Eva discordando sobre a Arvore da Vida e, vencido o discordante, ao comerem do fruto, resultou no pecado que maculou toda a humanidade eternidade à fora. Caim e Abel, Davi e Absalão, Israel e Ismael (atualmente israelitas e muçulmanos) são modelos fortes de oposição. Na modernidade, dias atuais, no Brasil, fizemos oposição à Escravidão de Negros, à Ditadura Militar e, à corrupção do governo Collor de Melo que levou milhões de caras pintadas às ruas para o chamado impeachment (impedimento). Fomos muitas vezes ás ruas lutar contra centenas de atos da gestão pública praticados contra a população.

Tivemos motivos com sobras para elegermos o presidente Lula e darmos continuidade ao seu governo elegendo Dilma Roussef. Razões maiores ainda tivemos para derrotar o carlismo na Bahia e elegermos o governador Jaques Wagner. Nem precisamos citar os atos carrascos e imorais que marcaram a história do povo baiano para justificar a eleição do atual governador. Isso é fato!

Em Juazeiro, nossa querida cidade, até que as nossas constantes tentativas não foram debalde. Dentre os nomes apresentados, um deles nem vale citar porque a força que o impulsionava, era a mesma que pretendíamos e derrotamos na Bahia. Quando os representantes do “carlismo” tentaram escravizar o nosso povo, a força socialista de Juazeiro quis acreditar que seria possível a resistência e fomos às ruas reclamar o exercício de um direito político-social para melhorar as nossas condições de vida ou de trabalho.

Outro nome! Infelizmente, nesse também, detectamos a causa que não nos possibilitou, enquanto juazeirenses, o avanço. Foi o de termos apoiado alguém que mais tarde, conseqüência do ranço de suas origens, se recusaria a dar continuidade ao projeto da esquerda socialista que pensa e vê o povo como sua principal motivação de luta e não como sua inspiração para sagra-se como mito ou lenda.

A esse nos opusemos muitas vezes! Juazeiro que tem em sua característica principal a coragem de lutar foi às ruas e escolheu um nome novo que a fizesse alimentar o sonho da mudança que chegou ao Brasil e à Bahia. Um partido de esquerda com mais de oitenta anos de história consegue eleger um representante! Óbvio que a mudança almejada, não chegaria instantaneamente. Não se materializaria como em passe de mágica. O que mudamos de fato?

Mudamos as lideranças de Juazeiro que fizeram uso do povo para personalizarem a política. Tiramos do poder público municipal um nome que não tem mais em quem se apoiar politicamente no estado e no país. E, tiramos outro, que diz aos quatro cantos que é amigo de tantos, mas, quando recebemos visitas dos ilustres governantes das esferas federal e estadual, o que vemos é uma “cabeça-branca” isolada no tempo, escoltada por meia-dúzia de seguidores.

A isso, nos opomos!  

Juazeiro mostrou que sabe o que quer! Mostrou que sabe fazer oposição! Juazeiro sabe e fará oposição sábia aos que se perderam nos seus discursos vazios e nem a si mesmos conseguem mais convencer. Estão vencidos por mérito próprio! Juazeiro está no rumo da mudança, sim!

Porém, essa mudança esperada somente será materializada quando as pessoas de coragem desta cidade (e temos muitas), entenderem que não precisam de personalidades para mudar a história de uma nação e, sim, da força dos que sabem lutar pelo bem do povo!

E, isso, meus nobres, só quem sabe é o próprio povo!

Com a palavra, o povo!

J.S.S.

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