Equipe técnica que vai atuar no projeto Ater Biomas Caatinga participa de formação

20 de Jan / 2023 às 18h30 | Variadas

A partir da próxima semana, 1080 famílias agricultoras de cinco municípios do Território de Identidade Sertão do São Francisco começarão a receber acompanhamento através das ações do projeto Ater Biomas Caatinga. As atividades serão executadas pelo Irpaa em Juazeiro, Curaçá, Sento Sé, Sobradinho e Casa Nova. Nesta semana a equipe de técnicas/os já participou de um encontro de formação. O evento aconteceu no Centro de Formação Dom José Rodrigues, em Juazeiro.

Durante os estudos foram trabalhados assuntos como produção textual e temas relacionados à Convivência com o Semiárido, com a apresentação e discussão das suas características, o que é o Semiárido fora das mídias, a superação de paradigmas e os avanços e desafios da região.

Além de conhecer detalhes sobre a atuação do Irpaa, durante a formação a equipe de técnicas/os, que é composta por 11 integrantes, conferiu na trilha pedagógica de Convivência com o Semiárido algumas práticas e tecnologias apropriadas para a região.

A técnica Roseane Santos pontuou que já tem essa vivência, relacionada aos conhecimentos da trilha pedagógica, com tecnologias apropriadas ao Semiárido, mas ressalta que “sempre há um novo aprendizado”. Ela também afirma que uma das abordagens na formação foi sobre “como será a realização desse trabalho nas comunidades, já que nem toda comunidade tem acesso a essas tecnologias”.

Letícia Silva, destaca que a formação foi “muito interessante” e que “[...] pôde rever as tecnologias que são implantadas nas comunidades, tendo como referência o Centro de Formação Dom José Rodrigues”. A técnica destacou ainda que as tecnologias devem se tornar políticas públicas, alcançando assim, as famílias nas comunidades.

O Ater Biomas é resultado de uma chamada pública da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural - BAHIATER, do Governo do Estado da Bahia. O projeto tem como um dos objetivos o fortalecimento da agricultura familiar, considerando principalmente aspectos como o respeito às especificidades culturais, econômicas, ambientais e sociais. O coordenador institucional do Irpaa, Clérison Belém, destaca que essa característica do projeto, de considerar as especificidades do bioma caatinga, é importante. Ele afirma que aqui na região “[...] nossa principal pauta, metodologia e conteúdo vai se dar a partir da Convivência com o Semiárido e com a produção agroecológica”.

Clérison ressalta ainda que esse projeto é “[...] mais uma ação chegando nas comunidades do Território. Também vai ter o foco na busca por políticas públicas, a partir da assessoria técnica e atuando junto às famílias durante quatro anos”.

 

Texto: Lusan Paiva (estudante da República do Irpaa) e Eixo Educação e Comunicação do Irpaa

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