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Aumento da covid-19 em Juazeiro: testes esgotados em farmácias, filas longas no LACEN, e moradores expostos ao vírus na rua Marechal Deodoro

30 de Jun / 2022 às 17h00 | Coronavírus

Os casos de covid-19 vêm aumentando em Juazeiro, um reflexo não somente do relaxamento das medidas de proteção, mas principalmente das festas juninas que vêm sendo realizadas desde o final de maio no município. Entre segunda-feira (27) e hoje (30), foram 266 novos casos registrados, o que fez o número de casos ativos subir para 407, conforme a última atualização divulgada na tarde desta quinta-feira.

E os números tendem a aumentar ainda mais, visto que mais pessoas têm procurado a unidade do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) do município, que foi centralizado, pela gestão municipal, como o único ponto para testagem da covid-19. A consequência disso são as longas filas que têm se formado, todos os dias, na porta do Lacen, que fica situado na rua Marechal Deodoro da Fonseca, no Centro, fato que gera um outro agravante: a exposição de moradores.

O pastor Luciano Oliveira, leitor da RedeGN, enviou um vídeo à redação que mostra a longa fila para testagem registrada na tarde desta quinta-feira. Como se não bastasse, ele chama atenção ainda das autoridades de saúde para o risco de contaminação que os moradores da referida rua, bem como trabalhadores, estão expostos, visto a grande quantidade de pessoas que têm procurado a unidade e testado positivo para a doença.

"São filas absurdas que estão tomando mais da metada da rua, com as pessoas em pé, diante das casas. Não tem condições do Lacen permanecer numa rua cercada de residências em Juazeiro. O pessoal não tem como ficar lá dentro, porque o espaço é pequeno, então ficam no meio da rua, no sol quente. Isso aqui virou uma bomba de covid. Há um risco de contaminação das pessoas que trabalham aqui [na rua]. Ninguém suporta mais esse laboratório aqui. São pessoas tossindo, espirrando, tocando nas paredes, nos carros. Está um descaso", disse o pastor Luciano.

O morador também afirmou que os moradores estão tendo que fechar as portas de suas residências, enquanto que os trabalhadores estão tendo que também baixar as portas de seus estabelecimentos, para tentar amenizar os riscos. "Tentem resolver esse problema, de alguma forma, Mudem o Lacen de lugar. É preciso um local adequado para atender toda essa gente", sugeriu o leitor.

Em Juazeiro, o Centro de Cultura João Gilberto também era um ponto de testagem para a covid-19, mas foi fechado pela Secretaria Municipal de Saúde, meses atrás, em virtude da baixa procura. 

A RedeGN procurou a Secretaria de Saúde de Juazeiro, que em nota disse que "já está estudando medidas de ampliação da testagem no município, diante do atual cenário epidemiológico, para melhor atender a população e evitar aglomerações no Lacen". A pasta também reiterou que "assim que as novas medidas forem montadas, a Sesau irá informar a população".

Em relação à mudança da sede do Lacen, a Sesau disse que " também já está em busca um imóvel mais amplo para atender o laboratório".     

Testagem nas farmácias

Quem tem procurado os meios particulares, também tem enfrentado dificuldades. A RedeGN recebeu a informação que algumas farmácias de Juazeiro estão com testes para a doença em falta, o que realmente é verídico.

Em algumas unidades onde o contato foi possível, a informação é que a testagem está temporariamente suspensa pela falta dos equipamentos, já que houve uma alta procura nos últimos dias. Em outras que ainda possuem o teste para a covid-19, só há vaga para a próxima semana.

Já em alguns laboratórios, entretanto, o movimento tem sido mais tranquilo, e é possível realizar o teste sem agendamento.

Autoteste

Quem está disposto a pagar para saber se tem ou não a doença, também pode apostar no autoteste, aprovado em março deste ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Desde então, se tornaram uma ferramenta útil para o diagnóstico de casos leves. Porém, de acordo com a Anvisa, os autotestes devem ser usados para a triagem.

É indicado para ser feito no período entre o 1º e 7º dia do início dos sintomas; e a partir do 5º dia em pessoas assintomáticas que tiveram contato com casos confirmados. O teste é uma forma de antecipar o diagnóstico da doença e pode ser utilizado para fins de prevenção. A indicação de uso é para os momentos de aparição dos primeiros sintomas ou mesmo situações que exigem maior cuidado de forma preventiva.

Após sair o resultado, é importante que o material utilizado seja descartado corretamente dentro da embalagem fornecida junto ao kit. Além disso, certifique-se sempre se a testagem atende ao prazo de validade estabelecido na embalagem. Caso o resultado do teste dê positivo, é recomendável que a pessoa procure uma unidade de saúde ou um hospital para que, lá, seja examinado e tenha o diagnóstico confirmado - provavelmente, colhendo um exame PCR, considerado o mais confiável para o diagnóstico da doença.

Por ser feito por pessoa leiga o teste corre risco de má execução ou interpretação, sendo uma estratégia complementar aos demais e funcionando como triagem. O autoteste também pode ser feito para saber se já é a hora de sair do isolamento após ter sido contaminado. Os autotestes podem ser comercializados em rede de drogarias, farmácias e distribuidoras de medicamentos

*com informações do UOL

Da Redação RedeGN

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