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Coronel Anselmo Brandão reforça necessidade de reforma do código de processo penal e valorização do policial, em entrevista

16 de May / 2022 às 13h38 | Política

Em entrevista concedida nesta manhã de segunda-feira (16), à Rádio metrópole de Salvador, o coronel Anselmo Brandão, pré-candidato a deputado federal pelo Avante, falou sobre as bandeiras que pretende defender caso eleito, em outubro próximo.

Natural de Juazeiro, na Bahia, com cerca de 45 anos de atividades ligadas à segurança pública, desde o ingresso na academia até alcançar o posto de comandante geral de Polícia militar no estado, Brandão falou sobre sua trajetória.

“Minha infância foi em Juazeiro, morei na roça, minha família trabalhava na agricultura familiar, 13 filhos, num bairro pobre e meu pai sempre nos dizia que só pelo estudo a gente poderia ser alguma coisa e foi nisso que apostei. Vim estudar em Salvador, ingressei na academia e nesses quase 45 anos de atividade militar, galguei posições de comando na polícia militar, comandando companhias, pelotões, passei pelo Tribunal de Justiça e fui convocado para o comando geral da Polícia Militar da Bahia, onde passei 6 anos, sendo o comandante nos últimos 100 anos, como afirmam historiadores, com maior tempo no cargo, para minha honra”, destacou.

Perguntado sobre sua experiência como comandante Coronel Anselmo Brandão disse que foi um período de muito aprendizado e de fortalecimento das relações e aproximação entre o comando e a tropa: “Aprendi muito no comando da polícia da Bahia. Meu slogan era “o comando vai até você” e fiz questão de visitar toda a Bahia, visitar todas as regiões, dando espaço para que a tropa conversasse de perto com seu comandante e sempre fui muito acessível”, disse.

O coronel Anselmo Brandão fez questão de valorizar o trabalho do policial militar e enfatizou que uma das pautas que considera importante, num possível mandato, seria o de trabalhar para tentar uma revisão no código de processo penal: “Precisamos fazer uma revisão neste código de processo penal e em algumas resoluções do CNJ, não só de encarceramento, audiência de custódia, mas de aplicar a lei no tempo e na dose certa, pois é inconcebível que estejamos liberando assaltantes de carro forte, matador, porque o cara tem uma hérnia de disco. Não vou julgar a figura do magistrado, pois ele trabalha em cima dos autos, mas nós temos que rever com urgência esse código de processo penal que está ai”, disse.

Sobre a questão da segurança pública no estado Anselmo Brandão destacou que as ações das polícias são feitas regularmente, mas destacou que mais que isso, é necessário uma soma de esforços e uma unidade de ações entre todos os entes envolvidos na segurança pública: “As policias tem trabalhado muito, tem muita prisão, destruindo refinos de cocaína, muitas operações, mas tem que reunir todos os segmentos, não colocar só na conta das polícias, é preciso envolver a sociedade, não criar amarras”, disse.

Anselmo Brandão reforçou a necessidade de reformar a legislação e de proteger o policial e a sociedade, as pessoas de bem, lembrando ainda que pouco se falou sobre a morte dos policiais em ataques recentes na Bahia: “A legislação está ultrapassada e o policial sem proteção jurídica como vai operar? Eu vi poucas pessoas se manifestando nessa questão dos policiais mortos. Isso é triste, é preocupante, depois que passa parece que não teve nada, temos que tratar esse caso como força tarefa, todo mundo junto e eu sou otimista”, finalizou.

Ascom Coronel Anselmo Brandão

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