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Ex-Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, comemora data da soltura das ararinhas azuis no céu dos sertões

15 de May / 2022 às 07h00 | Variadas

Dia 11 de junho de 2022. Este é o dia que o primeiro grupo das Ararinhas Azuis vão voltar a voar no céu dos sertões de Curaçá, Bahia. A REDEGN obteve com exclusividade informação, oficialmente,  da data da soltura, um sábado, 11 de junho.

A soltura das Ararinhas é um momento de grande expectativa para a região Norte da Bahia, Vale do São Francisco e Nordeste, Brasil, em especial, devido o enorme sentimento de riqueza ambiental que representa o retorno da Ararinha Azul ao céu do sertões.

O ex-ministro do Meio Ambiente Edson Duarte, comemorou a informação e disse ser um momento emocionante.

"O ato de soltura das Ararinhas Azuis representa um planejamento muito bem feito carregado de muitos sonhos e esperanças. Possui um simbolismo muito forte para todos aqueles que trabalham com a questão ambiental, equilibrio do planeta, qualidade de vida. Este Projeto da Ararinha Azul é um dos mais ousados programas de recuperação e reintrodução de uma especie em todo o mundo. Por isto existe muita expectativa em todo o mundo para essa soltura", disse Edson Duarte ressaltando a felicidade de ter contribuído com este trabalho.

De acordo com Edson Duarte, o Sebrae de Juazeiro vai elaborar um Plano de Desenvolvimento Rural com o objetivo de captar recursos e parceiras e ações locais para fortalecer a condição de vida das pessoas que vivem nas redondezas.

Em 2019, o então ex-ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, comemorou os avanços no acordo entre o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e a ONG alemã, Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) para repatriação de 50 ararinhas-azuis da Alemanha para o Sertão de Curaçá e Juazeiro, ambos na Bahia.

Baiano de Juazeiro, depois de ter convivido com o tema quando ainda era um jovem ambientalista, coube ao então Ministro do Meio Ambiente Edson Duarte, no ano passado, as primeiras tratativas e assinatura do acordo que deve inserir 50 aves da espécie no sertão baiano, local onde as últimas espécies foram vistas, antes de desaparecer em definitivo.

“É uma espécie de missão cumprida, de alegria pessoal, já que vivi todas as etapas desse processo, acompanhando ainda bem jovem os últimos voos da ararinha que vivia em Curaçá, e testemunhando o nascimento das novas aves, que podem representar o renascimento da espécie que já era dada como extinta”, disse emocionado.

AMEAÇAS: A ararinha-azul é considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Endêmica de uma pequena região no semiárido, o último indivíduo selvagem desapareceu da Caatinga baiana em outubro de 2000, o que levou a espécie a ser classificada como Criticamente emPerigo (CR), possivelmente Extinta na Natureza (EW). 

Desde 2000, os poucos exemplares que restaram em coleções particulares vêm sendo usados para reproduzir a espécie em cativeiro. A espécie foi descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix.

A reintrodução das ararinhas-azuis no seu bioma de origem é um processo em ação do Plano de Ação Nacional (PAN) da Ararinha-Azul em conjunto com organizações internacionais que detinham grande parte das aves em cativeiro.

As ações de conservação, previstas no PAN, culminaram na criação de duas Unidades de Conservação (UCs) em 2018: Refúgio de Vida Silvestre e a Área de Proteção Ambiental – APA da Ararinha Azul. O objetivo de criação das unidades de conservação é uma estratégia de proteção das amostras do bioma Caatinga, especialmente os fragmentos florestais de mata ciliar e de savana estépica relevantes para o ciclo de vida da ararinha-azul.

Redação redeGN Texto e Fotos Ney Vital

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