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Bahia perde para Pernambuco a 1ª Usina Nuclear do Nordeste

17 de May / 2011 às 12h40 | Política

Somente uma reviravolta política poderá tirar de Pernambuco o direito de ter implantada e operando em seu território uma das usinas que o Governo Federal projeta para o Nordeste. A estatal Eletronuclear, após muitos estudos, optou pela localidade de Itacuruba, dentro do chamado Sítio Belém do São Francisco, situada às margens do Lago de Itaparica, na divisa do estado da Bahia. A presidente Dilma Rousseff já recebeu os estudos do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão e deverá anunciar oficialmente a escolha feita por bases técnicas. A segunda usina poderá ser construída nas proximidades, porém em território baiano, para agradar ao governador Jaques Wagner, que é do seu Partido, o PT.

Distante 481 km de Recife, apresenta as condições mais favoráveis entre as muitas postulantes situadas na Bahia, Alagoas e Sergipe, com abundância de água, solo estável e bem próxima das linhas de transmissão de energia da CHESF. Em Itacuruba, no alto sertão pernambucano, residem apenas 4.500 pessoas e deverá, se aprovada, receber um contingente trabalhador com mais de 2.500 pessoas, mantendo 600 quando em plena operação.

Graças à sua baixa densidade populacional atendeu ao quesito “segurança”, dispondo de uma área com 8 km² que deverá ser desapropriada. Para a construção da 4ª usina nuclear brasileira o orçamento estimado é de R$ 10 bilhões durante os próximos 8 anos, pois o início da construção é previsto para 2015 e entrará em operação em 2019. O complexo da Central do Nordeste será integrado por 6 usinas que terá a capacidade de gerar 6.60 MW e uma vida útil de 60 anos e a Eletronuclear estima um lucro anual em torno de R$ 30 milhões, baseando-se no retorno financeiro do empreendimento num prazo de 16 anos.

Coordenado pelo Escritório Regional da empresa em Recife, chefiado por Carlos Alberto Marins, os estudos para selecionar os locais entre os quatros Estados recebeu o apoio do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), atendendo princípios estabelecidos em normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear e da Agência Internacional de Energia Atômica, com orientações técnicas do Electric Power Research Institute (USA).

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