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Artigo – Um vírus com a cara de praga!

12 de Dec / 2021 às 23h00 | Espaço do Leitor

Ao imaginar que estamos diante de um Vírus que se multiplica em variantes as mais diversas e desconhecidas, logo a memória nos conduz à recordação do episódio dos tempos bíblicos, ocorrido durante o Império do Faraó Ramsés II, entre 1279 e 1213 a.C., e conhecido como as “Dez Pragas do Egito”.

O fato é que o Faraó resistia aos pedidos de Moisés e Arão em libertar o povo hebreu, que ali estava escravizado, e Deus revelou ao seu líder que iria baixar pragas sucessivas sobre o Egito até que o Faraó decidisse libertar o seu povo.

Assim, em fases sequenciadas, ocorreu a “transformação da água do Rio Nilo em sangue, depois invasões de rãs, piolhos, moscas, morte do gado, chagas, chuva de pedras, nuvens de gafanhotos, trevas e morte dos primogênitos”. Após tantos sofrimentos, visto que o Faraó a cada praga prometia libertar e não cumpria a palavra, finalmente após a 10ª praga concordou em permitir a saída dos hebreus do Egito. Vale lembrar que o momento atual está parecendo com essa época remota, que o diga uma Capital no Sudeste, onde nesses últimos dias a tal gripe Influenza está fazendo casos e mais casos sucessivos, conforme as últimas notícias.

Existem aqueles que não aceitam o relato bíblico e preferem dizer que as pragas foram catástrofes ecológicas ou explosões vulcânicas na ilha de Santorini, hoje belíssima atração turística da Grécia, e que tive o prazer de conhecer alguns anos atrás. São questionamentos válidos, mas impotentes e incapazes de compreender o projeto de Deus para o seu povo, que deveria continuar a sua caminhada na direção da Terra Prometida, sob o comando de Moisés.

Não tenho a pretensão de ímpetos proféticos, mas a analogia da tragédia do passado bíblico, com a calamidade que atinge a humanidade na época atual, e que já matou mais de 5 milhões de pessoas no mundo, oculta uma leitura que ainda não foi feita pelos pesquisadores e estudiosos, uma vez que, reconhecidamente, a Pandemia se configura claramente como uma praga. Basta ver a sequência de variantes do COVID-19 desde o início, conforme a OMS: Alfa, Beta, Gama, Mu, Lambda, Delta e agora a Ômicron. Algumas se espalharam e outras ficaram restritas a alguns países ou regiões. É tão grave a situação, que os laboratórios já estudam os meios de adequar as suas vacinas a um melhor poder de combate da nova cepa. Não se surpreendam se for anunciada uma 4ª. ou 5ª. dose de reforço vacinal! Quero, aqui, fazer um lembrete de que antigamente vacina era algo tão contundente que tinha validade por larga margem de tempo.

Desconcertante é ver a resistência que persiste em algumas mentes sectárias em não admitir a vacina como alternativa para reduzir os riscos mortais do vírus, priorizando a tese do retorno à normalidade de todas as atividades econômicas, como se doentes infectados ou mortos possam trabalhar! Nada mais óbvio e lógico do que a percepção de que havendo saúde e preservação da vida, o trabalho e a economia andarão sempre de braços dados, progredindo, gerando empregos, e divisas necessárias para o País.

O que mais vem causando angústia na população é o desalento de que a cada nova cepa distancia a esperança do fim desse VÍRUS COM A CARA DE PRAGA. E choca ainda mais saber que aquele que no início viu essa praga como uma “gripezinha”, não só não amadureceu para a realidade que afeta o Brasil e o Mundo, como está contagiando a própria equipe com o mau exemplo! Vejam o absurdo que disse o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, quando falava sobre o rejeitado Passaporte da Vacina para os turistas: “Melhor perder a vida do que a liberdade”! Pior, ainda, é o Chefe maior vociferar essa infeliz frase sobre a ANVISA: “Quer fechar o espaço aéreo, po...”! Inacreditável!

Sinceramente, tem cada pronunciamento desses senhores, que logo faz lembrar um dos ditos populares: “a gente não sabe se ri ou se chora”. Em outras palavras, quanto mais a gente lembra as asneiras malditas, ficamos de orelha em pé com os tipos que estão sendo responsáveis pelos cuidados com a saúde do povo!

AUTOR: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público (Salvador-BA)

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