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Um lobo solitário da MPB Bossa Nova, Resiste em Juazeiro e recomeça em Salvador

04 de Oct / 2021 às 12h00 | Variadas

Maurício Dias Cordeiro, o "Mauriçola", agora Maurício Dia, sem o "S", porque existem outros "Mauricios" Dias por aí , tirando seu "sossêgo autoral e ele nunca gostou muito do apelido cunhado na adolescência, quando fazia parte do "Êxodus", um bando de cabeludos, filhos dos "Novos Baianos" e da "tropicália" que fazia música e teatro em Juazeiro nos anos 70. 

Maurício tem uma longa história e estrada, começou nos festivais universitários de Juazeiro, em 1973, com o "Exodus", acompanhou Caetano Veloso, em uma meteórica apresentação no festival que tinha o troféu João Gilberto.

Depois desembarcou no Teatro Vila Velha em Salvador(palco dos tropicalistas e dos "Novos Baianos), ganhou tablados de casas noturnas do "Porto da Barra", fez parte de um disco chamado "Momo 82" que reunia Banda Eva, Durval Lélis, Lazzo Matumbi, Paulinho Camafeu, Pepeu Gomes, antes da "axé music", que não era sua praia,   aí se mandou  para São Paulo. Em 1983, gravou na poderosa CBS o seu primeiro vinil, com Erva Doce, um "reggae" que fez sucesso. 

Maurício já gravou muitos "Cd's", na realidade, ainda inéditos, porque  nunca bem foram divulgados, estão todos hoje nas plataformas digitais: "Spotify" "Deezer", "Youtube"  Globo play.. "apple music"...E a gora, depois de um longo silêncio e exílio musical, ele retorna aos palcos de Salvador, nos dias 21 e 28 de outubro, 21h. na "Varanda do Sesi Rio Vermelho" um espaço "cult" da música em "soterópolis". Já chega de novo acompanhado de grandes músicos para mostrar o poder da  sua música planetária, um "pop" brasileiro baseado em "bossa nova", com uma força criativa surpreendente, em tempos tão obscuros, também na nossa música. 

Maurício é  um grande compositor, assina a grande maioria das suas composições, mas tem parceiros como Luiz Galvão dos "Novos baianos", Antonio Risério, em "Saudade de Salvador" e musicou um poema de João Gilberto: "pingos molhados" que ele promete cantar, é uma "bossa nova" incrível.  

Então vamos tirar os buracos e pedras do caminho para a sua música chegar, quem sabe agora, para um público bem maior, uma geração que não sabe quase nada de João, Jobim, Caymmi, Noel, já esqueceu Raul, Cazuza e Renato Russo.. apesar de Caetano, Gil, Chico e tantos "lumes" ainda explodindo estrelas " supernovas". 

Como um "lobo solitário", Maurício resiste e avisa que "sonhos não desistem! Ele não faz concessões pra fazer sucesso, das "margens bossanovistas do rio São Francisco", vem sua força 

"Pra gente não perder toda esperança, achar que tudo acabou, não cair em solidão, ódio, rancor, e o sonho ruir, onde era pra ser uma nação.. compositor, um samba, de amor, um samba" 

E ainda no seu bardo: " Foi um samba dos "novos baianos" que abriu minha cabeça, me ensinou, a pisar com os tamancos da tropicália, nas pedras rolantes, mutantes, do Raul Seixas rock n'roll Aquele sol não quis se por, quase morri de amor, por Brigitte e por Bardot 


 

Ascom/Maurício Dia/Sesi rio vermelho 

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