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Conselho Municipal de Defesa da Mulher de Juazeiro emite nota em apoio à família da professora Élida Márcia; júri popular acontece hoje (2)

02 de Sep / 2021 às 06h00 | Policial

O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher de Juazeiro (CMDDM), emitiu uma nota em apoio aos familiares de Élida Márcia Oliveira Nascimento Souza, assassinada no dia 20 de fevereiro de 2019, no bairro Castelo Branco, a tiros. O júri popular de dois suspeitos de participação no homicídio da professora está marcado para acontecer nesta quinta-feira (2), às 8h30, no Fórum Conselheiro Luiz Viana.

"Clamamos por justiça e pedimos que os responsáveis pelo crime sejam devidamente condenados. Sabemos que ainda há dois suspeitos foragidos e desejamos que esses também sejam punidos de acordo com a lei", diz um trecho da nota enviada à imprensa pelo CMDDM de Juazeiro. "À família de Élida Márcia expressamos nossa solidariedade e nos colocamos à disposição", completa o documento [leia na íntegra abaixo].

Júri popular

 

Vão a júri popular, Edivan Constantino de Moraes, acusado de ter planejado o assassinato, e Railton Lima da Silva, acusado de pilotar a motocicleta que transportava o atirador. Ambos estão presos no Conjunto Penal de Juazeiro desde 2019, quando foram presos durante uma abordagem de rotina de policiais militares de Juazeiro. Na ocasião, a motocicleta utilizada no crime também foi encontrada.

O Ministério Público da Bahia denunciou outras duas pessoas por participação no crime. Edvania Pereira de Morais, acusada de ser a mandante e ter planejado o crime junto com o pai, e Maicon Neves dos Santos, acusado de ter efetuado os disparos de arma de fogo contra a vítima, que estão foragidos. Eles terão as sentenças proferidas separadamente e possuem mandado de prisão em aberto.

Crime

 

Élida Márcia foi assassinada a tiros, na presença do marido e da filha, dentro de um carro em frente da casa onde morava, no dia 20 de fevereiro. Conforme as investigações da Polícia Civil, a filha de Edivan Constantino, que é ex-namorada do companheiro da professora, não aceitava o fim da relação, ocorrida antes da união do homem com Élida Márcia.

Railton confessou que Constantino encomendou a morte para que professora deixasse de ser um obstáculo para a filha dele. Edivan já tinha passagem por homicídio.

Imagens de câmeras de vigilância auxiliaram policiais da Delegacia de Homicídios de Juazeiro (DH/Juazeiro) e da 17ª Coorpin, na identificação do criminoso e da motocicleta utilizada no crime. Railton apontou Edivan Constantino como mandante do homicídio.

Nota na íntegra

O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher de Juazeiro (CMDDM), composto por representantes do poder público e da sociedade civil, ciente do júri popular de dois dos suspeitos de envolvimento no homicídio da professora Élida, que ocorrerá nesta quinta-feira (02), manifesta seu apoio à família da professora. Élida Márcia de Oliveira Nascimento Souza foi assassinada a tiros, na frente da sua filha de 02 anos, em fevereiro de 2019.  O crime brutal comoveu toda a sociedade juazeirense.

Clamamos por justiça e pedimos que os responsáveis pelo crime sejam devidamente condenados. Sabemos que ainda há dois suspeitos foragidos e desejamos que esses também sejam punidos de acordo com a lei.

À família de Élida Márcia expressamos nossa solidariedade e nos colocamos à disposição.

Anne Azevedo – presidente do CMDDM

Da Redação RedeGN

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