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Reverendo Amilton, chora, se penitencia, mas não revela detalhes das negociações das vacinas com o Ministério da Saúde

03 de Aug / 2021 às 20h38 | Política

O depoente Amilton Gomes de Paula, ou Reverendo Amilton, como ficou conhecido após denúncias de corrupção na intermediação de vacinas com o Ministério da Saúde, foi às lágrimas em várias oportunidades durante depoimento à CPI da Pandemia, nesta terça-feira (3).

Num dos trechos o Reverendo Amilton chorou ao lamentar ter aberto as portas da sua casa para tratar dessa negociação de vacinas: "Eu creio que o maior erro que fiz foi abrir as portas da minha casa aqui em Brasília. Sou de Brasília. Eu abri a porta da minha casa num momento que eu estava enfrentando a perda de um ente querido da minha família. E eu queria vacina para o Brasil", disse em prantos.

O Reverendo assumiu culpas por sua participação nas negociações da vacinas da Davati e disse que já se penitenciou: “Eu tenho culpa sim. Eu hoje de madrugada, antes de vir pra cá, eu dobrei os meus joelhos, orei, e aí peço desculpa ao Brasil. E o que eu cometi não agradou, primeiramente, aos olhos de Deus", falou.

O choro do Reverendo, porém, não causou comoção entre senadores da oposição e até da base do governo, já que ele foi evasivo em muitos momentos em que era questionado.

Jean Paul Prates (PT-RN) considerou que a instituição que ele comanda, pelos fatos revelados, tinha o intuito claro de “enganar”: “É estelionato puro. Nós estamos diante de falsários e estelionatários que tentam enganar incautos na administração pública e ou beneficiar espertos e oportunistas”, disse o senador.

Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Pandemia, diante de falas de arrependimento do Reverendo questionou: “Se arrepende de Que? De ter estado nessa operação das vacinas?".

Amilton Gomes é fundador de uma entidade privada chamada Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah) e é considerado uma peça-chave na investigação da CPI.

O reverendo e a Senah, entidade que ele preside, tinham acesso facilitado no Ministério da Saúde e ele, de acordo com documentos, teria recebido o aval do então diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Laurício Monteiro Cruz, para mediar as negociação das vacinas AstraZeneca com a Davati.

Da redação redeGN/ Fotos Públicas/ Agência Senado/Leopoldo Silva

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