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MPF pede à Justiça do DF para não estender a ação de Lula decisão que declarou Moro suspeito

21 de Jul / 2021 às 22h00 | Política

A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu nesta quarta-feira (21) à Justiça Federal de Brasília que não estenda a uma ação relacionada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decisão que declarou a suspeição do juiz Sergio Moro.

O ex-presidente é réu em uma ação na Justiça de Brasília que apura se houve favorecimento à construtora Odebrecht para obras em Angola. Quando Lula se tornou réu, a defesa do petista negou irregularidades, afirmando que ele "jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida antes, durante ou após exercer o cargo de presidente da República".

Em junho, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a decisão da Segunda Turma da Corte que declarou Moro parcial ao condenar Lula no caso do triplex em Guarujá (SP).

A defesa de Lula, então, pediu o encerramento da ação sobre Angola sob o argumento de que o caso tem relação com o processo do triplex.

Para o procurador da República Carlos Henrique Martins Lima, no entanto, não há conexão entre as investigações. Ele argumenta que as provas têm origens diferentes e que o caso de Angola é analisado por outro magistrado.

Lima acrescentou que, na atual fase do processo, não é possível afirmar se Lula e os outros réus são culpados e que, portanto, não há motivo para o processo ser arquivado.

O que diz a defesa de Lula

Em resposta ao parecer do Ministério Público, a defesa de Lula afirmou que o processo de Angola está esvaziado por várias decisões de várias instâncias da Justiça que já arquivaram fatos inseridos no caso.

"Ainda que denúncia faça referência a elementos outros que não aqueles obtidos exclusivamente no curso do caso 'triplex no Guarujá', fato é que a denúncia contém textualmente referências ao caso 'Quadilhão do PT', que por sua vez lança mão dos elementos daquele feito. Ora, tratando-se de elementos ilícitos, eles sequer podem permanecer no processo", afirmaram os advogados de Lula.

G1

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