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Relatório da CPI da Pandemia trará à baila crimes sanitários, diz Omar Aziz

19 de Jul / 2021 às 10h30 | Variadas

Ao mesmo tempo em que a pandemia deixa mais de 540 mil mortos no país, a CPI da Pandemia tenta investigar, entre outros fatores, como a demora para a compra de vacinações por parte do governo federal pode ter impactado no número de casos e mortes no país.

Para o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o objetivo da comissão "não é investigar pessoas, mas sim os fatos". "O relatório da CPI trará a baila os crimes contra a vida, os crimes sanitários", disse em entrevista à CNN, sem destrinchar os detalhes do relatório. 

As sessões da CPI foram suspensas devido ao recesso parlamentar -- que vai de 18 a 31 de julho --, e voltarão apenas no dia 3 de agosto. Nesse período, os senadores devem trabalhar em núcleos e começar a preparar o relatório final da comissão.

Segundo Aziz, a questão, no momento, não é descobrir somente se o governo é corrupto ou não. "O pior são as vidas que se perderam pelas brincadeiras de gabinetes paralelos", afirmou. 

Segundo vídeo obtido pela CNN, em 11 de março de 2021 o ex-ministro Eduardo Pazuello aparece ao lado de quatro pessoas e afirma a possibilidade de negociar 30 milhões de doses da vacina “no mais curto prazo possível”. A proposta oferecida ao ministro era de US$ 28 por dose da vacina. O valor, no entanto, é quase três vezes maior do que o contrato com o Instituto Butantan, que já estava firmado pelo governo brasileiro desde janeiro.

"A vacina, que era US$ 10, seria comprada pelo governo por quase US$ 28 se ele [Pazuello] permanecesse no ministério", continua Aziz, emendando que a CPI "continuará a investigar a compra de outros materiais, como luvas" para entender se crimes foram cometidos no momento de aquisição desses produtos. 

Aziz também afirma que a CPI "não pode prejulgar quem é o responsável". "O fato mais grave é que o presidente foi alertado e ele não tomou nenhuma previdência. Isso não justifica as 540 mil mortes no Brasil", diz. "Mas precisamos punir as pessoas para que não aconteça de novo."

A CNN entrou em contato com a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) e com o Itamaraty e aguarda posicionamento sobre a entrevista de Aziz.

Fonte: CNN Brasil

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