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Artigo – Às margens do Velho Chico

27 de Jun / 2021 às 23h00 | Espaço do Leitor

Em meio de tantas notícias desagradáveis dos últimos tempos, que entristecem e deprimem, seja pela perda de alguns entes queridos ou pelas dores e sequelas causadas por um certo vírus maldito, nada mais sugestivo e acolhedor do que me dirigir ao recolhimento ao longo de alguns dias, respirando a pureza do ar que enriquece a vida rural, e me deliciando com a beleza do canto dos pássaros.

E, em complemento de tudo isso, nada mais encantador do que a contemplação diária de um idoso de 520 anos de idade que passa à minha frente, e desfila pujante e altaneiro, exibindo beleza e riqueza, força e energia, para o deleite de quantos queiram bater palmas ao seu eterno poder. Então, palmas para: O VELHO CHICO!

E para quem não sabe, outros também o chamavam de RIO DOS CURRAIS. Em 04 de outubro de 1501, o navegador genovês Américo Vespúcio, ao se encantar com o tamanho da foz daquele belo rio, batizou-o com o nome do Santo do Dia, ou seja: SÃO FRANCISCO. E foi ao seu lado que nesta semana desfrutei das delícias de um São João totalmente familiar, aqui na Região.

Sim, é mesmo o histórico e poderoso Rio São Francisco, que um dia nasceu na Serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais e na sua trajetória até a foz em Sergipe cruza por cinco Estados e 521 Municípios, e que desde a nascente percorre 2.814 km, majestosamente. Ao compartilhar pessoalmente dos seus encantos e conhecer o seu poder de transformar os Municípios de Juazeiro e Petrolina, e outros mais ao longo do percurso, em economias potencialmente ricas, não resisto e aqui quero reproduzir um parágrafo da minha crônica publicada em 13/12/2015, sob o título “O RIO OPARÁ PEDE SOCORRO”, em que dizia:

“...vemos os raios solares refletindo sobre as águas todo o seu esplendor, enchendo de luz o leito soberbo e imenso daquele rio que teima em não chegar até a foz, porque entende que ao longo de sua trajetória há uma fauna e uma flora que dele se alimentam, uma economia produtiva e redentora que oferece milhares de empregos, e nas suas margens há uma população ribeirinha que contempla a sua rara beleza e grita emocionada: não vá, eu preciso de você!”.

Depois de muitos anos sem a honra de visitar Juazeiro e Petrolina, desta feita fui agraciado com o privilégio de aqui passar alguns dias numa fazenda “ÀS MARGENS DO VELHO CHICO”. Mas, não foi só isso: tive a oportunidade de testemunhar a energia de um povo que se dedica ao trabalho e contribui para uma economia vigorosa e fecunda na vida das duas cidades e dos Municípios circunvizinhos, resultante da moderna tecnologia utilizada na agroindústria regional.

Quando estava para deixar a cidade de Petrolina, entrei num Restaurante, e tal foi a minha surpresa ao ser abordado por um leitor assíduo do Blog e dos nossos Artigos, cuja família conheço de longas datas na cidade de Uauá. As suas palavras de educados elogios ao nosso trabalho, só nos estimula a continuar dando sempre o nosso melhor a tantos quantos nos dispensam as suas atenções.

Parabéns ao povo juazeirense e petrolinense pelo papel que desempenham nesse processo de desenvolvimento. Saúdo feliz os empresários locais e aqueles que para aqui vieram trazendo a determinação, a tecnologia e o espírito de empreendedorismo para essa extraordinária região, com impacto altamente positivo na economia nacional.

Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – de Salvador - BA.

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