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Osmar Terra volta a criticar governadores e prefeitos e dispara: "Se o isolamento funcionasse, não morria ninguém em asilo"

22 de Jun / 2021 às 13h03 | Coronavírus

O deputado Osmar Terra (MDB-RS), apontado como um dos principais influenciadores do presidente Jair Bolsonaro na pandemia de covid-19 e "padrinho" do chamado "gabinete paralelo" voltou a dizer que o fim da pandemia se dará com a imunidade de rebanho como medida para o controle da doença no País, apesar das evidências científicas apontando no sentido contrário.

Terra afirmou não tratar a imunidade de rebanho enquanto proposta, mas como um resultado natural do curso de uma pandemia. Ele negou que tenha apresentado uma proposta de "contaminar a população livremente". "Eu não defendo a imunidade de rebanho. Ela é o resultado de todas as pandemias. Não é uma proposta."

A aposta na imunidade de rebanho é uma das linhas de investigação da CPI, colocando o chefe do Planalto no centro da apuração.

"Imunidade de rebanho é uma consequência, é como terminam todas as pandemias, quando a população, por vacina, e nesse caso deve ser por vacina, ou não, chegar a um porcentual que termina com a pandemia", disse Osmar Terra em sua fala inicial no depoimento. Chamado pelo relatos Renan Calheiros (MDB-AL) de "líder do negacionismo", Terra respondeu: "Eu defendo a vacina, eu não sou negacionista. Eu não nego a vacina. Acho que temos de enfrentar qualquer pandemia e a e melhor forma de salvar vidas é trabalhar como foi feito em todas as pandemias", respondeu Terra.

Renan confrontou o parlamentar com declarações anteriores, quando Osmar Terra disse que a vacina só teria eficácia "depois da imunidade de rebanho". Desta vez, no depoimento, Osmar Terra apontou a vacinação como eficaz para a imunização da população, sem deixar de lado a imunidade por infecção. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), também criticou as declarações. Para ele, quem incentivou remédio sem eficácia, foi contra isolamento e apostou na imunidade de rebanho é "cúmplice das mortes".

Terra afirmou que foi convidado a participar da CPI "por ter uma opinião, uma posição", criticou as medidas de restrição adotadas por governadores e prefeitos, apesar da orientação de autoridades sanitárias. "As pessoas ficaram em casa e fecharam suas lojinhas enquanto os serviços essenciais estão funcionando... Não tem isolamento. A aglomeração em ambiente fechado é o grande local de contágio, mas isso acontece em todas as casas. Se o isolamento funcionasse, não morria ninguém em asilo."

Agencia Senado

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