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Afogamento é a segunda maior causa de morte acidental 

13 de Aug / 2020 às 06h30 | Variadas

Praias, piscinas, rios, açudes, etc. Os locais são variados, mas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamentos Aquáticos (Sobrasa), mais da metade dos afogamentos (54%), acontecem em rios. A pesquisa ainda revela que, em 50% das mortes, as vítimas estavam brincando ou nadando. 

A enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem de uma faculdade particular de Petrolina, Ana Paula Andrade, alerta e orienta a população da região em casos de afogamento. Ela pontua que, quando o afogamento ocorre, "a função respiratória fica comprometida por conta da entrada de muita água nas vias de acesso, como nariz e boca, e, se não houver um resgate em tempo hábil, pode causar a obstrução das vias aéreas, acumulando água nos pulmões", explica.   

Na hora de socorrer, é preciso garantir a própria segurança e observar se o local não oferece risco, o ideal é retirar a vítima sem entrar na água e auxiliar com apoio de materiais flutuantes. "Deve-se ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros, se não houver sucesso, entra em contato com o SAMU. Se for socorrer, é ideal não entrar na água e, dependendo da distância, é possível estender um galho ou cabo de vassoura, ou jogar uma boia com uma corda para resgatar o outro", orienta a enfermeira. 

Consegui retirar a vítima da água, o que faço? Agora, é preciso verificar a respiração, observando os movimentos do tórax e o ar que sai da boca e nariz. "Se a pessoa não estiver respirando e a equipe de socorro não chegar, é preciso realizar massagem cardíaca", frisa.  

A pesquisa da Sobrasa ainda pontua que os principais motivos por afogamento são dificuldades ao nadar (29%), súbito aprofundamento (18%) e queda de barco (16%). O estudo também aponta causas como uso de bebidas alcóolicas e a ideia de superestimar os limites individuais.   

"Independentemente de saber nadar, é preciso ter consciência em relação aos limites de cada um, é importante conhecer a área que está, em relação à profundidade e aos riscos, além de não associar bebida e água, sejam em rio, piscina, praia ou represa", acrescenta Ana Paula.

Ascom Marcia Gabriella

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