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Caso Beatriz: Lúcia Mota volta a criticar investigação; Polícia Civil rebate e diz que investiga o caso com total empenho

01 de Aug / 2020 às 07h00 | Policial

Lucia Mota, mãe Beatriz Angélica, assassinada no dia 10 de dezembro de 2015 durante uma festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, através de uma transmissão de Live acusou que possui imagens que possivelmente mostram policiais conversando com o assassino da garota na data do crime. 

A declaração foi dada na noite de quinta-feira (30) durante uma live nas redes sociais. Na transmissão, Lucia Mota, que realiza uma investigação paralela mostrou a movimentação do assassino. Além de fazer um panorama do ambiente da escola ela voltou a fazer críticas ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e à Polícia Civil.

“Muita gente viu o assassino, inclusive funcionários do colégio. Teve um funcionário que viu ele e se assustou. Como que um funcionário viu uma pessoa estranha, não pediu pra se identificar e simplesmente foi embora? No dia da festa tinha dois funcionários no portão. Como que eles permitiram que aquele homem ficasse no bebedouro sem interagir com ninguém? Sandro trabalhou 14 anos e nas festas, se eu não tivesse senha, eu não entrava. Mas nesse dia tudo correu solto”, revelou.

Lucia Mota citou que a polícia tem a última imagem de Beatriz viva registrada às 21h59 do dia 10 de dezembro de 2015, quando ela se afasta e vai até o bebedouro do colégio. Pela investigação logo apó o corpo da menina foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma sala de material esportivo. Beatriz Angélica foi assassinada com 42 facadas.

“É uma foto que pode mudar um pouco a forma da investigação. É uma foto que mostra, possivelmente, policiais falando com o assassino, logo depois do crime. Como a empresa que nós vamos colocar para investigar o caso [paralelamente] ainda não entrou por causa dos trânsitos legais, eu não vou mostrar isso hoje. Preciso ouvir a opinião dos especialistas. Mas eu vou divulgar. E se ficar comprovado que ali são policiais falando com o assassino, eu vou dizer que a Polícia Civil de Pernambuco não é só incompetente, aí vai entrar a polícia internacional também, porque isso é muito grave. Essa foto [dos possíveis policiais] não está no inquérito. Foi uma pessoa que enviou pra mim essa foto, e enviou um vídeo também que mostra os últimos momentos de Beatriz”, declarou Lucia Mota.

A reportagem da REDEGN fez contato com o departamento da Polícia Civil de Pernambuco.

CONFIRA NA INTEGRA NOTA POLÍCIA CIVIL DE PERNAMBUCO:

A Polícia Civil de Pernambuco informa que segue em curso o Inquérito Policial que apura a morte da criança Beatriz Angélica Mota, com total empenho por parte da Corporação.

Existe uma Força Tarefa integrada por quatro Delegados designados para o caso, por determinação da Chefia de Polícia, através da Portaria n. 235/2019. Os Delegados designados possuem vasta experiência em investigações de crimes violentos contra a vida.

Com relação à investigação, não é possível fornecer informações, pois segue sob segredo de justiça.

Apesar dos desafios, a PCPE tem plena confiança que o caso será elucidado, trazendo justiça para os familiares e a sociedade.  

Redação redeGN

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