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Juazeiro: No mês mais frio do ano, agricultores temem prejuízos com fechamento alternado das lojas de Produtos agrícolas

23 de Jun / 2020 às 13h00 | Coronavírus

Produtores do Vale do São Francisco, notadamente dos projetos localizados em Juazeiro, estão questionando as medidas restritivas adotadas pela prefeitura de Juazeiro, que determinou a alternância de abertura das lojas de produtos defensivos em dias alternados. De acordo com o novo decerto as lojas de produtos agrícolas vão abrir em dias alternados, às segundas, quartas e sextas.

Para os produtores a medida é altamente prejudicial à agricultura, especialmente nesse período de junho, quando as temperaturas estão mais baixas e há uma necessidade maior do uso de produtos que protegem a produção em algumas culturas.

Sabemos que é necessário uma contenção, um distanciamento social, uma limitação de circulação das pessoas e uma recomendação expressa de higienização, mas não conseguimos entender o porquê dessa alternância de dias na abertura das lojas agrícolas, que a exemplo das farmácias e das clinicas, incluindo as veterinárias, tem uma essencialidade que precisa ser garantida”, disse um agricultor.

Outro agricultor expressou que não faz sentido essa alternância pois isso deve provocar aglomeração nos demais dias da semana: “Estamos num período muito crítico para a agricultura, em função do clima, do frio e todo cuidado com as culturas é pouco. Se você diminui os dias de abertura das lojas, o que vai acontecer é que vai aglomerar nos outros dias. Os produtos agrícolas são essenciais e as lojas funcionam como farmácias, não é racional fechar, porque numa emergência uma produção vai toda embora causando prejuízos tanto para o agricultor como para o abastecimento da sociedade”. Destacou.

O agricultor disse esperar que isso seja revisto: “Juazeiro deve ser a única cidade que tomou esta atitude em relação à agricultura, é um caso raro até em cidades que decretaram o lockdown e esperamos que haja uma revisão nessa medida que pode causar danos irreversíveis à produção na região”, cobrou.

Da redação redeGN

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