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Bolsonaro decide demitir Mandetta ainda nesta segunda-feira, 6, afirma Jornal O Globo

06 de Apr / 2020 às 16h03 | Coronavírus

Em meio à pandemia de coronavírus e uma crise sem precedentes, o presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido), decidiu demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, segundo o jornal O Globo, que confirmou a informação com dois auxiliares do presidente.

A demissão do ministro deve acontecer ainda nesta segunda-feira (6) - o ato oficial de exoneração está sendo preparado no Palácio do Planalto. O deputador federal Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania, é o mais cotado para substituir Mandetta.

Osmar Terra tem usado as redes sociais para criticar o isolamento social, que já chamou de "exagero". O pensamento dele, que exalta inclusive uma eventual eficácia da cloroquina. Ele foi ministro do Desenvolvimento Social no governo Temer e da Cidadania na gestão Bolsonaro. Médico, assim como Mandetta, ele ocupou a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul.

Bolsonaro chegou a afirmar que nenhum de seus ministros é indemissível, e que "não tem medo de usar a caneta", em uma referência a eventual demissão de integrantes do governo. Mandetta tem o apoio de parte da ala militar, de congressistas e do ministro Sérgio Moro, que também defende o isolamento social para evitar a perda de vidas. Na saída do almoço, Terra negou que tenha sido convidado para assumir o ministério. 

O presidente se reúne com todos os ministros, inclusive Mandetta, também na tarde desta segunda. A expectativa é de que a decisão seja publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União, após esta reunião, convocada para às 17h. Provável novo ministro da Saúde, Terra almoçou com Bolsonaro e com quatro ministros que despacham do Planalto nesta segunda.

Filiado ao DEM, Mandetta foi eleito deputado federal em 2010 e 2014. Nas eleições de 2018, Mandetta não concorreu as últimas eleições e desde a campanha presidencial de Jair Bolsonaro era apontado como o futuro chefe do Ministério da Saúde. Situação que se consolidou desde os primeiros anúncios de Bolsonaro sobre seu primeiro escalão.

Fonte: O Globo

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