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EXCLUSIVO: PAIS DE BEATRIZ NOTIFICAM MINISTÉRIO PÚBLICO E CORREGEDORIA DA POLÍCIA CIVIL E ACUSAM QUE AGENTES PÚBLICOS ESTÃO PREJUDICANDO INVESTIGAÇÕES

16 de Oct / 2019 às 15h13 | Policial

A criança Beatriz Mota, 7 anos, foi morta com 42 facadas durante uma festa da escola Nossa Senhora Auxiliadora, há exatos três anos e dez meses nao último dia(10). O crime brutal segue sem solução, linha de investigação, causas e nem suspeitos.

Com exclusividade o BLOG GERALDO JOSÉ obteve a informação que nesta quarta-feira 16, os pais de Beatriz, lúcia Mota e Sandro Romilton estão em Recife protocolando uma denúncia no Ministério Público de Pernambuco e notificar a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social. A denúncia é "de documentos levantados pelos pais de Beatriz acusando através de provas, apuradas por investigação particular paralela ao Estado, que agentes públicos estão obstruindo as investigações".

Uma audiência com o governador Paulo Câmara, PSB, no Palácio do Campo das Princesas foi confirmado. A  pauta mais uma vez é sobre a possível federalização do Caso Beatriz.

Como se trata de uma investigação sigilosa, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informou, por nota, que não pode dar informações mais aprofundadas neste momento e que segue atuando para elucidar a morte da menina Beatriz. Já a Polícia Civil de Pernambuco informou que a delegada Polyana Neri está exclusivamente na investigação do caso, com uma equipe de quatro policiais à disposição e estrutura necessária, além do apoio do MPPE e da Diretoria de Inteligência da PCPE.

Durante o último ano foram ouvidas 50 pessoas e outras 30 testemunhas foram reinquiridas. Um pedido de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão foram solicitados à Justiça relativos a uma pessoa suspeita de ter atrapalhado o andamento das investigações. O pedido de prisão foi negado pela Justiça, porém o mandado de busca e apreensão foi cumprido. Aparelhos celulares, computadores, pen-drives e HDs foram recolhidos e perícias estão sendo realizadas pelo Ministério Público.

Parte do material também se encontra no Instituto de Criminalística sendo analisado. O inquérito que hoje conta com 19 volumes e mais de 4 mil páginas está no MPPE. A PCPE disse, ainda, que a polícia trabalha incansavelmente na apuração do caso que é de extrema complexidade para responder a família e a toda sociedade pernambucana, apontando o autor dessa morte que tanto chocou a todos. Por fim, a PCPE reafirma sua confiança na elucidação do caso.

Redação Blog Foto: Ney Vital

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