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"A gente não pode afirmar que não haverá contaminação do Rio São Francisco", avalia Ministro do Desenvolvimento Regional

21 de Feb / 2019 às 17h42 | Variadas

Desde o início do crime ambiental ocorrido em Brumadinho, Minas Gerais, este Blog Geraldo José, tem destacado, inclusive foi um dos primeiros a ouvir o especialista e membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Almacks Luiz Silva, sobre a possibildiade da lama tóxica atingir o rio São Francisco.

Nesta quinta-feira 21, oficialmente o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, disse que a operação da Usina Hidrelétrica de Três Marias pode ser alterada para evitar que os rejeitos da barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, alcancem o Rio São Francisco.

“A gente está tomando as ações, fiscalizando, monitorando o avanço da pluma. Operações já foram definidas na Usina de Retiro Baixo para evitar que a passagem dessa lama vá para Três Marias. Mas a gente não pode afirmar que não haverá contaminação [do Rio São Francisco] porque isso depende do regime de chuvas e como a pluma vai se comportar ao longo do leito do rio”, disse.

O ministro deu a declaração após participar da comissão externa da Câmara criada para acompanhar os desdobramentos do rompimento da barragem de rejeitos da Vale, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo o ministro, a Usina de Três Marias, que deságua no Rio São Francisco, tem um reservatório amplo, e o governo espera que a lama de rejeitos seja diluída para que não atinja o rio.

A redação ouviu um dos membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Jeferson Andrade, que avaliou uma "vergonha ouvir isto agora do ministro diante da tragédia que pode vir acontecer caso essa lama, repleta de metais inapropriados a vida humana e dos peixes chegue ao rio São Francisco. Não acredito que o Governo Federal ainda faça suposições ao inves de agir".

Canuto defendeu a necessidade de mudanças na Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/10). Uma das alterações é a revisão do critério de classificação das barragens para que fique mais evidente quando uma barragem está em risco para que o governo possa identificar rapidamente e tomar as providências.

Ele também defendeu sanções mais rígidas para as empresas que descumpram as normas da Política Nacional de Segurança de Barragens. Segundo Canuto, o governo deve encaminhar por meio de Medida Provisória as alterações na Lei 12.334/10.

O ministro afirmou que o objetivo do governo é revitalizar a região e estimular uma nova atividade econômica em Brumadinho para que as pessoas continuem a morar na região. "Um dos planos é colocar a cidade como centro de referência de segurança de barragem, com centros especializados para estudos, empresas responsáveis por monitoramento, e com equipamentos para garantir a segurança". 

Segundo balanço divulgado dia (20), 171 pessoas morreram e 139 estão desaparecidas após o rompimento da barragem ocorrida em 25 de janeiro.

Redação Blog Foto: Bombeiros MG

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