RedeGN - Artigo – HORA DA GRANDE DECISÃO ENTRE: “CORRUPTOS E NÃO CORRUPTOS”

Artigo – HORA DA GRANDE DECISÃO ENTRE: “CORRUPTOS E NÃO CORRUPTOS”

Estamos a sete dias de uma data significativa para o povo brasileiro – 05/10/2014 -, quando o calendário eleitoral oficial oferece ao eleitor a oportunidade de manifestar a sua aprovação ou não aos seus principais governantes e legisladores. Essa será a ocasião de analisar com a sua consciência se estão corretas as atitudes, princípios e práticas colocadas a serviço da gestão dos serviços públicos. Tudo aquilo que ouviu nos noticiários da televisão, que viu nas revistas e jornais, e que foi objeto de amistosas conversas ou mesmo discussões acirradas entre amigos nos intervalos de um jogo de dominó nas praças das cidades ou mesmo entre uma pinga e outra nos botequins da vida, chegou a hora das suas convicções serem testadas, da sua própria honra e integridade serem submetidas à prova e até mesmo de ver se eram verdadeiras as suas eventuais manifestações de revolta ou, apenas, um jogo de cena.

O eleitor pessoa física de 1,50m ou aquele de 1,80m de altura, não importa o tamanho da estatura física, ambos se igualam no grau de importância e agigantam-se diante daquele pequenino ser eletrônico, que mais parece um rádio dos bons tempos, mas que detém o poder de captar durante todo o dia cinco de outubro os anseios e vontades de cada eleitor: a URNA ELETRÔNICA!  Interessante é que pela frequência de alguns erros históricos, após o eleitor concluir a sua votação, a maquininha, ainda parecendo não acreditar no que viu, lança a tradicional pergunta: C O N F I R M A?

Mas, voltando ao tema de forma menos folclórica, é bom ressaltar que não se trata apenas da mudança de nomes ou partidos, de serem de esquerda ou direita os atores principais da cena política nacional, fato bastante enfatizado no artigo anterior. O que se deseja que venha a acontecer no dia 05 de outubro é algo muito mais profundo e duradouro para a reformulação da nossa história, visando restabelecer objetivos pátrios perdidos nas últimas décadas. Mesmo que conquistas sociais tenham sido alcançadas, mérito que não se tem a intenção de macular, elas terminaram sendo obscurecidas pela vergonhosa hecatombe de tantos assaltos aos cofres públicos. Muito mais poderia ter sido realizado pela educação, saúde, transporte e segurança, se tão absurdamente não houvesse uma sede insaciável em partilhar dos investimentos públicos, como se cada projeto fosse um manjar dos deuses para cada participante da operação.

Tenho dito aqui, com frequência, que não importam os nomes ou os partidos envolvidos nos milhares de escândalos que, vergonhosamente, se multiplicaram nos últimos tempos, no atual ou em governos anteriores. As siglas não mais significam tanto porque estamos chegando ao tempo de fazer a opção, como disse o assíduo leitor deste Blog, EDEN FELDMAN, de Foz do Iguaçú-Pr, em seu belo comentário ao artigo anterior, postado em 22/09/14: Acredito que a nova separação partidária será entre CORRUPTOS e NÃO CORRUPTOS. O que fica ainda mais difícil de escolher”. Essa é a verdade mais verdadeira, caro eleitor!

Não pretendo, de forma nenhuma, descaracterizar a importância ou minimizar a existência dos Partidos políticos, visto que eles representam a pluralidade de ideias e pensamentos e, legalmente constituídos pelo sistema eleitoral, dão sentido ao próprio processo democrático. Mas, a existência de 32 partidos já é um absurdo suficiente para se afirmar a necessidade de uma urgente reforma política que dê limites, disciplina e responsabilidade na fundação de novas agremiações, acabando, definitivamente, com o sentido de propriedade privada atualmente predominante, que impõe os interesses pessoais acima dos coletivos e do próprio Estado, além de usados como verdadeiros instrumentos de negociatas econômicas, permitindo-se serem apelidados, pejorativamente, de “nanicos”.

Ainda que para o eleitor não seja uma tarefa das mais fáceis fazer a escolha dentro da opção entre CORRUPTOS e NÃO CORRUPTOS, é preciso considerar que não podemos perder mais tempo em iniciar já esse processo depurativo de combate às pragas que atualmente infestam e corroem as estruturas básicas da moralidade, da honestidade e da ética, e que transformaram a boa prática da arte política em algo sem credibilidade junto à população votante. Nesse momento, cabe uma reflexão prévia sobre os candidatos antes da sua chegada diante daquela maquininha parecida com o velho e bom rádio, como eu disse acima, ou seja, seria bom que não fossem “todos, farinha do mesmo saco”, como sempre diz um sábio amigo piauiense e, acima de tudo, que não compremos “gato por lebre”, mas que saibamos separar o joio do trigo”...

Autor:  Adm. Agenor Santos,  Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público –  de Salvador-BA.