RedeGN - Artigo 120 – AS ELEIÇÕES 2014 DIANTE DA TRAGÉDIA

Artigo 120 – AS ELEIÇÕES 2014 DIANTE DA TRAGÉDIA

A história política nacional volta a ser atingida no seu âmago pela tragédia, com a morte prematura de um dos seus expoentes mais promissores de quantos tem se revelado nos últimos tempos, o ex-governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos. Ao lado de Aécio Neves, ambos Economistas, representavam o surgimento no cenário político nacional de dois novos jovens políticos com carisma, inteligência, experiência administrativa e perfil genético de grande magnetismo para a disputa que ora se iniciava. Duas heranças genealógicas de peso, como netos de lideranças políticas que tiveram papel significativo no processo de redemocratização durante o período militar: TANCREDO NEVES e MIGUEL ARRAES. Com inteligência, Aécio Neves e Eduardo Campos souberam conquistar os seus espaços políticos e administrar com competência a biografia que os acompanhava, pavimentando uma trajetória de conquistas de vários mandatos de Deputado Federal – o Aécio também no Senado Federal – além de duas vezes Governadores dos seus respectivos Estados de Minas Gerais e Pernambuco, com índices inusitados e raros de aprovação popular acima de 80%. Talvez a História do Brasil não registre outro momento tão especial e representativo como o vivido até a semana passada, em que dois jovens detentores de DNA de elevado padrão, legítimos puros-sangues oriundos de escolas de respeitável formação política e administrativa, caminhavam na direção do sonho maior de alcançar a Presidência da República do Brasil, o que significava a volta das qualidades pessoais exigidas para a envergadura do cargo!

O fato de que o Eduardo Campos era o terceiro nas pesquisas, até então nada significava de negativo porque agora é que a refrega iria começar para valer e assim a gangorra ainda iria balançar com bastantes possibilidades de alterações de rumo. Infelizmente, a fatalidade tirou do eleitor uma das grandes opções para a sua importante decisão e a nação se vê agora mergulhada em grande turbulência política, correndo o perigoso risco de que a racionalidade e o equilibro da escolha para o mais importante cargo da Nação sejam atropelados pela carga da emoção compensatória. Sim, porque mesmo numa decisão dessa magnitude para o país o voto pode ser afetado pela influência dos sentimentos da dor, da saudade, da solidariedade e das emoções, fatores bastante compreensivos; contudo, a escolha do maior mandatário do país exige muito mais responsabilidade diante dos seus efeitos irreversíveis por quatro anos.

É preciso ter a consciência da importância de que se revestem as eleições de 2014, pela oportunidade ímpar que terá o eleitor de manifestar a sua opção de escolha num amplo universo de cargos e nomes. Essa será a hora em que todas as suas decepções, desencantos e frustrações estarão colocadas diante de muitas análises e reflexões, pois em suas mãos estará o compromisso com a mudança de rumos da Nação ou do Estado, ou mesmo a manutenção do modelo político e de gestão ora vigente.  Essa será a hora de dar um basta ao mercantilismo que se faz com o voto e ao populismo inconsequente que humilha a população mais carente.

As aves de rapina certamente irão esquecer muito rapidamente do político Eduardo Campos, mas a sua imagem simpática e sonhadora ainda será explorada por algum tempo, principalmente enquanto durar a disputa eleitoral. A propósito do que digo, o seu Partido PSB já barrou na Justiça a utilização de sua imagem e falas pelos demais partidos concorrentes da chapa, providência que considero inteiramente justa.

Um detalhe recomenda que se chame a atenção dos leitores neste histórico momento. Nas eleições de 2014 não pense nos interesses das agremiações político-partidárias – chega de corporativismo de partidos! -, mas dentre os candidatos que se apresentam valorize, principalmente, o nome que represente o melhor perfil de honradez, integridade, moralidade, honestidade, dignidade, ética e experiência administrativa (ufa!... quantas qualidades!). O brasileiro merece ser privilegiado com a glória de ver o Brasil reconquistando a alegria de ter o respeito internacional entre as Nações ao invés de ser anarquizado, a exemplo da deplorável pecha atribuída recentemente por Israel ao nosso país, como “anão diplomático!”.

Autor: Adm. Agenor Santos, Pós-Graduação Lato Sensu em Controle, Monitoramento e Avaliação no Setor Público – Vitória-ES.